A conquista da terceira Copa do Brasil pelo Corinthians é um grande feito na nossa história! Esta Copa é uma importantíssima disputa entre clubes brasileiros, similar à que ocorre em outros destacados países futebolísticos, sendo sua relevância apenas ultrapassada pelo Campeonato Brasileiro. Sua dimensão vai muito além de classificar o campeão para a Copa Libertadores, como informa, equivocadamente, a mídia, especialmente a parcela anti-Corinthians. É uma conquista de muito valor e o Clube enriquece sua história com mais esse troféu. Reduzi-lo a um "torneio classificatório" é uma demonstração de que o "vírus" comercial e anti-corinthiano vive espalhado por aí. O Clube ganhou (e bem), sem contestação e de forma completa, com aplausos gerais. Além do desempenho de jogadores, técnicos e diretores, que merece cumprimentos, cabe um destaque especial à presença de Ronaldo. Ao ganhar, pelo Corinthians, seu primeiro título nacional, marca cada vez mais, de forma positiva, sua passagem pelo Parque São Jorge. Não é só o destaque internacional, que comumente sua presença produz, mas, especialmente, o marco histórico deste incomum jogador que fica para sua carreira e para o Corinthians. Papelão mesmo fez o Internacional, clube com quem, no passado, sempre tivemos o melhor relacionamento. A começar pelo ridículo DVD e depois tudo o que ocorreu, antes e após a partida de quarta-feira, inclusive com os corinthianos sendo agredidos, xingados e tratados quase como gado. Acrescente-se o papel bizarro que fizeram ao colocar os atletas em campo vestidos com o uniforme branco, por determinação de um "pai-de-santo", que dizia que era a camisa vermelha que atrapalhava a vitória! Uma pena a conduta colorada! Relembro-me do jogador Oreco, que atuou na década de 1950 no Inter, contratado pelo Corinthians e que foi campeão mundial em 1958, com nossa Seleção na Suécia. Oreco foi o primeiro jogador gaúcho a ser convocado pela Seleção e a conquistar um campeonato. Era a nossa figurinha carimbada no álbum, ao lado de Gilmar, nos anos 1950. Criou um elo positivo nas relações Corinthians e Inter. Fato que viria a se repetir nos anos 1960, quando o Timão contratou Flávio, também do Inter, e, que mesmo massacrado pela mídia, teve o mérito de conseguir superar Pelé (no auge de sua carreira), em 1967, como artilheiro do campeonato paulista. Flávio, atacado por toda a imprensa, tornou-se também um atleta de referência comum entre Corinthians e Inter, num período especialmente difícil para nós. O comportamento tosco dos dirigentes e dos demais interistas entristece o futebol e esparrama um pouco de vergonha em todo o Rio Grande do Sul!
A conquista da Copa Brasil, ontem à noite pelo Corinthians, rendeu 40 pontos de audiência para a Globo na Grande São Paulo, apesar de o jogo ter terminado meia noite. Nada menos do que 58% dos aparelhos de tevê ligados estavam vendo a final do torneio. Foi o maior ibope de uma final da Copa Brasil desde 2002. Mais: desde 2007, os jogos da seleção têm registrado audiências entre 21 pontos e 36 pontos.
Corinthians empata e é tricampeão da Copa do Brasil
Épico, na raça e na bola. Dirigentes, árbitros ou torcedores colorados, o Timão não viu adversários nesta noite no Beira-Rio e se sagrou tricampeão da Copa do Brasil. Diante de mais de 50 mil torcedores rivais, os corinthianos não se intimidaram, impuseram seu futebol e empataram com o Internacional por 2 a 2, assegurando vaga na Taça Libertadores 2010.
É a terceira conquista alvinegra no torneio. Assim como em 1995, conquista o título no mesmo ano que também venceu o Paulistão e com um técnico com mais de cem jogos no comando da equipe. O outro troféu foi em 2002. Volta, assim, à competição continental após três anos de ausência. Aos gaúchos, resta ouvir o coro de 25 milhões de corinthianos espalhados por todo o país.
Digno das grandes decisões, o jogo foi muito pegado. As duas equipes entraram nervosas e fortes na marcação. Em quatro minutos, dois cartões amarelos já haviam sido aplicados. A necessidade de gols dos donos da casa os lançou ao ataque desde o início. Bem postada, entretanto, a zaga alvinegra não deixava os adversários levar perigo. Pelo contrário, o Timão foi mortal nos contra-ataques.
Jorge Henrique marcou logo aos 15 minutos, mas o árbitro já havia parado o lance por impedimento. Quatro minutos mais tarde, porém, a Fiel foi ao delírio: cruzamento perfeito de André Santos que o baixinho cabeceou para as redes: 1 a 0 para o Timão. “Provei que altura não é documento”, disse o atacante ao intervalo. O gol desestabilizou os colorados, que se perderam em campo.
Aos 28, o golpe fatal. André Santos recebeu de Ronaldo e fuzilou Lauro: 2 a 0 e o título já era certo. O Inter, mais uma vez, sentiu o baque e demorou a se restabelecer em campo. Quando Nilmar tentou reagir, Felipe entrou em ação. Em três oportunidades, o goleiro venceu duelo particular com o atacante rival.
Na segunda etapa, precisando de cinco gols, os gaúchos voltaram com três atacantes. A tática, todavia, não surtiu efeito. O Corinthians continuava bem postado na defesa, dificultava as infiltrações dos adversários e apenas esperava o tempo passar. Mas a reação colorada começou em uma falha da zaga. Em ataque do Inter, uma bola infiltrada foi desviada para o meio da área e Alecsandro tocou na saída de Felipe, descontando o placar.
O gol reacendeu os ânimos dos donos da casa. Aos 29, Alecsandro conseguiu o empate e incendiou o Beira-Rio. Antes que pudessem se aproveitar do bom momento, no entanto, os gaúchos perderam a cabeça. Nervoso, D’Alessandro partiu para a briga e foi expulso. Momentos depois, Elias também recebeu o vermelho por impedir um contra-ataque rival. Passados os incidentes, nada mais podia impedir o título corinthiano. O Inter lutava apenas pela vitória na partida, pois o título já estava perdido. O Timão se segurava e assegurava a taça.
O elenco agora descansa e comemora. Com a vaga na Libertadores na mão, volta suas atenções apenas para o Brasileirão. Na próxima quarta-feira, recebe o Fluminense no Pacaembu pela nona rodada da competição e se foca na luta rumo ao pentacampeonato nacional.
Nota relevante aos freqüentadores do boteco: não entrem nessa de DVD!!
Agora é o segundo tempo de 90 minutos. No primeiro tempo, a nossa estratégia funcionou com honra e mérito: vencemos sem tomar gol.
Inter
Prólogo: perdendo de 2 x 0, o Inter deve mudar radicalmente sua tática de jogo. Para tanto, conta com a volta do Nilmar e do D`Alessandro.
O sistema usual do Tite quando joga em casa é o 4-3-1-2 , uma variação do 4-4-2 losango do Abel. Contudo, o Sandro, volante que fica posicionado no meio e à frente da zaga, contundiu-se no jogo contra a LDU. Essa contusão, creio eu, resolve o problema de escalar um time mais ofensivo e o Inter deve aparecer num 4-2-2-2, usado contra a LDU, com o Magrão voltando de contusão e o Kleber como lateral mais avançado:
Contra a LDU o sistema não funcionou bem, pois: (1) o Andrezinho foi improvisado na posição do Magrão; (2) D`Alessandro jogou muito mal e (3) o sistema depende do apoio constante dos laterais, caso contrário o meio de campo fica sobrecarregado.
A grande dificuldade do Inter será jogar sem a sua tradicional linha de 3 volantes (Magrão-Sandro-Guinazu) contra um time que têm grande poder de finalização. Era essa linha que permitia o avanço coordenado dos volantes no auxílio à armação. Sem ela, a zaga, verdadeiramente lenta (como visto no gol do R9), fica exposta aos jogadores do Timão que não titubeiam no arremate ao gol. Creio que essa será a maior dificuldade colorada, pois mesmo considerando que nos times do Tite laterais só avançam em condições excepcionalmente seguras, Kleber, o eterno displicente, deve posicionar-se ofensivamente, segurando o Alessandro e puxando o Elias para a defesa.
Concluindo, no 4-2-2-2 a principal característica do Inter – sua marcação asfixiante – evapora-se, num verdadeiro abre-alas para nossa linha de meias-atacantes.
Em relação ao jogo anterior, D’Ale é um grande reforço, não só pela qualidade técnica (que não apareceu contra a LDU), mas, principalmente, pela catimba… O tal “kit-libertadores”.
Volta o Bolívar, jogador mais violento do futebol brasileiro na atualidade. Com JH e Dente, podemos expulsá-lo antes de terminar o 1º tempo (entendeu o porquê de toda essa pressão sobre a arbitragem? Você acha que o Mano não pretendia explorar isso?)
Kleber, o displicente, é outro reforço, pois os laterais colorados são muito fracos.
E Nilmar é veloz e deve dar poder de definição ao Inter, coisa que nos primeiros 90 minutos eles não tiveram.
Surpresas do Tite: ele poderia entrar com um volante de origem no lugar do Sandro, manter o Andrezinho no banco, voltar ao 4-3-1-2 que fez sucesso no campeonato gaúcho (e com a imprensa paulista) e perder o emprego com fama de retranqueiro. Sim, é possível.
E eu volto com a pergunta que fiz nos primeiros 90 minutos:
Como então esse time pode ter todo esse hype de “melhor do Brasil”?
Essa é a questão a ser desmascarada por nós, mosqueteiros de São Jorge! xxx
Timão
Mantido o padrão e sem novas contusões, você deve estar pensando “vamos de 4-2-3-1 com time completo”… Sim é o 4-2-3-1, mas ele agora tem características defensivas (nota relevante: mais uma equipe campeã utilizando o sistema… o Brasil!):
Esse sistema funcionou bem nas finais do paulista quando jogávamos pela vantagem do empate. Note que temos um poder de definição excepcional: R9, Dente, JH e Douglas. Jogadores desse nível não precisam de muitas chances numa partida (no lado oposto, lembro da final Sport 2 x 0 Timão, em que Herrera, Lulinha e Acosta perderam, cada um a sua vez, gols decisivos).
Física. Estamos em clara ascensão na parte física. R9, Douglas e JH melhoraram muito na última partida e acho que estarão melhores ainda amanhã.
Desfalques. Apenas no banco: Souza, Saci e (aparentemente) Moradei. São desfalques sim, pois o técnico precisa de todo tipo de alternativa numa final. Como no primeiro jogo, ainda falta no banco do Timão: lateral esquerdo e primeiro volante. “Mas e o Juci? E o Bruno?”. São jogadores que mal atuaram nessa Copa. A bola vai queimar no pé e não podemos nos esquecer da excelente partida de 30 segundos do Saci na final do ano passado …
Lateral esquerda. Ou o Mano entra desde o início com o André (se ele tiver condições) ou entra com o Diego no primeiro tempo e o André no segundo. O problema aqui é que o Inter vai forçar o jogo do Nilmar pela nossa esquerda, que é mais lenta. Com o André cansado, será fácil passar por ali, fora que, não podemos nos esquecer, do outro lado o Kleber estará empurrando o Alessandro para a linha de fundo.
NO STRESS, people! A marcação na saída de bola será forte, então veremos mais uma vez os chutões circenses do Felipe.
A tendência é o time recuar ainda mais, com JH e Dente fechando o avanço dos laterais/volantes e aí o Timão recai num sistema recuado, jávisto nas finais do paulista:
Se a partida anterior era muito difícil para o Douglas e ele correspondeu participando ativamente do primeiro gol, nesse ele terá mais liberdade para fazer a sua função: prender a bola, executar o passe em profundidade para o R9 ou a entrada em diagonal dos meia-atacantes. Provavelmente será substituído pelo Jean ou Boquita no 2º tempo, empurrando o Elias ligeiramente para frente (como vimos na 1ª final contra o Santos: o Gol saiu de um passe do Elias). O 4-2-3-1 recuado com Boquita, ficaria:
Batalhas
Imagino que a disposição das equipes no começo da partida deva ser essa:
A opção natural do Tite pelo 4-2-2-2 deve abrir muitos espaços para os meias corinthianos.
Eu acredito que o D’Ale pode inverter de posição com o Andrezinho e jogar para cima do Cristian, não tanto por tática, mas por catimba mesmo (Cristian é o mais esquentado do timão), mas não tenho muita certeza disso.
Chicão e Willian devem ter atenção redobrada com o Magrão: ele entra em diagonal surgindo como o centroavante que o Inter não tem;
Douglas vai ter campo livre para atuar. No contra-ataque, o bom Guinazú deve estar no seu encalço, o que também é bom, pois ele é mais lento que o Magrão;
Mano deve começar com a “operação abafa”? E de que lado? Esse é o segredo mais guardado do Timão: de que lado ele empurra o Dente? Contra o Vasco no maraca, Dente começou na direita. Contra o Flu já foi pela esquerda e agora? Façam suas apostas! A minha: vai pela direita, para cima do Kleber, de modo a segurar o melhor lateral deles lá atrás;
Jogo difícil para os laterais, não tanto pelos avanços dos laterais adversários, mas pela velocidade da dupla Nilmar/Tison, que trocam de posição o jogo inteiro;
JH/Dentinho: driblar! Driblar! Driblar! Principalmente em cima do Bolívar: vamos expulsá-lo no 1º tempo! Fora que a zaga é lenta, estará desguarnecida e o Chicão pode resolver o jogo na bola parada;
Dentinho: vamos manter a atenção que deu certo no 1º jogo: não ache que você é malandro, pois não é. Não tente inventar. Malandro é o D’ Alessandro. O jogo foi preparado pelo Inter, o que o juiz mais quer é uma chance para expulsar algum trouxa. NÃO CAIA NESSA!
R9 só precisa de uma bola;
JH vai ter de ajudar a marcar os avanços do Magrão, pois o Douglas não é do ramo;
D’Alessandro vai encher o saco o jogo inteiro (veja aqui do que ele é capaz). Para nossa sorte, Kleber, o displicente, não estará do nosso lado para ser expulso (lembra daquele jogo contra o River em 2003?);
Felipe é o cara!
Entenda as regras
Leva quem tiver melhor saldo de gols. Se houver empate no saldo, leva quem fez mais gols fora:
O único resultado que leva para os pênaltis é Inter 2 x 0. Qualquer gol nosso e o jogo não tem mais pênaltis;
Se fizermos ao menos 1 gol, seremos campeões na vitória , qualquer empate e em qualquer derrota por diferença de um ou dois gols . Assim, se o Inter ganhar por 10 x 8 (num vira a 5, acaba a 10) o caneco é de São Jorge.
Se perdermos por MAIS de 2 gols, eles levam. Então, se o Inter ganhar de 3×0 é deles, 4×1 é deles, 5×2 é deles. E se for 10 x 7? Não fizemos mais gols fora? Não interessa, eles ficam com um saldo de 1 gol (=-2+3) e nós de -1 gol (=2-3) e eles levam…
Comitê de São Paulo prepara plano de chegada e saída dos torcedores no estádio com vistas à Copa do Mundo
LANCEPRESS!
Os integrantes do Comitê Organizador de São Paulo para a Copa do Mundo de 2014 vão discutir esse semana detalhes do plano de mobilidade urbana, atendo-se mais especificamente ao entorno do Morumbi. Coordenador do Comitê, o presidente da São Paulo Turismo, Caio Carvalho, revela que a Avenida João Jorge Saad, uma das mais utilizadas atualmente por torcedores, deverá sofrer adaptações por parte da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Polícia Militar (PM) já nos próximos jogos do Brasileiro.
- A Fifa exige um estacionamento com 50 mil metros quadrados e o São Paulo projeta algo em torno de 30 mil metros quadrados. Temos a via Jorge Saad, que serve ao público ultimamente. Mas por conta da nova estação de metrô, ela será uma das mais utilizadas pelos turistas a pé. É preciso simular situações - ponderou Caio.
O secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, e o secretário estadual, Claury Alves da Silva participarão do encontro no Palácio dos Bandeirantes. O São Paulo ainda define seus representantes, mas é provável que o arquiteto Ruy Othake, idealizador da reforma do Morumbi, também compareça. Novos ajustes no projeto não estão descartados, embora dificilmente irão ocorrer.
lancenet.com.br (De Prima),Marcelo Damato.
Blog do Citadini:Não entendi nada dessa estória do estacionamento do Morumbi para a Copa.Mas fiquei com a impressão que querem fazer um estacionamento como anexo da nova estação do Metrô. Será isso que o representante da prefeitura quis dizer? Foi uma intervenção confusão. A Avenida, a nova estação do Metrô. Perai ! Vcs estão achando que o Metrô vai bancar um estacionamento que serve ao estádio ? Essa história não é nova mas não creio que o " mundo" aceite. Nem tampouco o Estado fazer desapropiação e depois doar ao clube.O SPFC deve dizer - sem filuras- donde vem grana prá reforma. É isso que a Fifa e os governantes querem.
A conquista da terceira Copa das Confederações pela seleção brasileira foi intensamente comemorada pelos jogadores e comissão técnica. Afinal, o título veio com uma vitória de virada, conquistada com muita determinação por um time que se por um lado não tem o brilhantismo de outras seleções brasileiras, por outro mostra espírito coletivo e grande união.
A vitória do Brasil sobre o esforçado time dos Estados Unidos era esperada e portanto não chegou a surpreender. O que surpreendeu mesmo foi o fervor religioso demonstrado explicitamente por inúmeros jogadores que aos poucos foram revelando o amor a Jesus em mensagens em inglês estampadas em camisetas que vestiam por baixo da famosa camisa canarinho.
Os comentaristas da BBC que acompanharam a final também não estavam preparados para a reza coletiva, com todos ajoelhados, de mãos dadas, num círculo feito em pleno gramado que incluiu até a comissão técnica. Um deles disse que o capitão Lúcio parecia um pregador evangélico pela emoção com que proferia cada palavra.
Num lugar como a Grã-Bretanha, onde o povo está acostumado a conviver respeitosamente com diferentes religiões, surpreende o fato de atletas usarem a combinação entre um veículo de grande penetração como a televisão e a enorme capacidade de marketing da seleção brasileira, para divulgar mensagens ligadas a crenças, seitas ou religiões.
Se arriscam a serem confundidos com emissários de pregadores dispostos a aumentar o número de ovelhas de seus rebanhos às custas do escrete canarinho, como emissários evangélicos em missão.
Para os críticos deste tipo de atitude, isso soa oportunismo inadequado e surpreende ver que a Fifa não se opõe a que jogadores se descubram do "manto sagrado" que os consagrou para exibir suas preferências religiosas.
Será que a tolerância da entidade teria sido a mesma se ao final do jogo algum jogador mostrasse uma camiseta dizendo "Eu não acredito em Deus" ? Ou se outro fosse um pouco além e gravasse no peito algo como "Essa vitória foi obtida graças ao esforço dos jogadores sem nenhuma interferência divina ou sobrenatural"?
É comum ver atletas fazendo sinal da cruz ao entrar em campo, beijando anéis, medalhas de santos, cruzes e patuás que trazem pendurados em cordões e apontando aos céus como a agradecer pelo gol marcado. Ninguém tem nada a ver com manifestações individuais.
Mas uma manifestação coletiva, explícita e organizada como um ritual religioso pode dar margem a críticas ao ser associada a um bem público, a uma instituição tão democrática como a seleção brasileira.
A religiosidade de cada um seja ela qual for merece respeito, da mesma forma como merece ser respeitada a falta de religiosidade daqueles que assim optaram a seguir a vida. Se a moda pega, a Fifa corre o risco de ter a Copa do Mundo do ano que vem cheia de manifestações religiosas, com missas, cultos e pregações diversas após cada partida.
O povo merece continuar torcendo pelo futebol de sua seleção, independente da reza, sessão espírita, ponto, ritual de sacrifício, sermão ou pregação.
Afinal, futebol é bola na rede, o resto é conversa.
Muitos corinthianos que frequentam este blog estão apreensivos com a postura do pessoal do Sul, especialmente diretores do Internacional. Informam alguns blogueiros que dirigentes gaúchos vêm fazendo afirmações grosseiras e provocativas com respeito ao Timão. É claro que o objetivo é o de criar um grande tumulto na partida de quarta-feira. Devemos entender o quadro, e reagir de forma serena, equilibrada, voltada a desmontar as armadilhas que pretendem criar fora de campo. A rigor, entendo que não devemos "dar bola" a esta sequência de choros e bobagens dos nossos adversários de quarta-feira. Ninguém tem dúvida que os colorados são os maiores chorões do futebol brasileiro. Proclamam-se perseguidos sem o ser. Afirmam-se prejudicados por arbitragens, embora possuam a seu favor coleção de erros de juízes contra os adversários. Mas ninguém mudará o estilo colorado de torcer e de chorar. Não devemos entrar no jogo que nos propõem. Não porque tenhamos qualquer temor de suas palavras, mas pelo fato de desejarem justamente tumultuar e criar um ambiente intimidatório para a partida decisiva. Serenidade e equilíbrio devem ser a postura de todos nós. E uma torcida para que tudo corra bem na quarta e que o Corinthians ganhe mais uma Copa do Brasil. O resto, bem, é apenas choro e conversa para boi dormir.
Mudança, inspirada no Barcelona, deve ser iniciada em 30 dias
LANCEPRESS!
O arquiteto Ruy Ohtake é o responsável pelo projeto de reforma do CT do Parque Ecológico do Corinthians, que deverá ser iniciado nos próximos 30 dias. O CT, o último a sair do papel entre os clubes grandes de São Paulo, será inspirado no do Barcelona, sem o apoio da Lusoarenas.
Marcelo Damato
(Lancenet, De Prima, 28/06/2009)
Comentário do Blog do Citadini: Ruy Otake seria o responsável pela reforma do CT do Parque Ecológico do Timão, segundo Marcelo Damato. Espero que seja um equívoco. Depois do que o Sr. Ruy Otake falou do Corinthians e dos corinthianos, creio que ele não aceitaria trabalhar com o Timão. Como tricolor "roxo" ele deve redobrar esforços no seu "grande projeto" (gratuito) de reforma do Morumbi.
Estudo realizado por 25 países mostra que o esporte está à mercê da prática
Um dos indicativos de que a modalidade mais popular do mundo está vulnerável, cifras irracionais ajudam a encobrir crime financeiro
ANDRÉA MICHAEL DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Documento do Gafi, organismo internacional de combate à lavagem de dinheiro, obtido pela Folha aponta que o status dado pelo futebol, a inexistência de parâmetros para valores de negociação dos jogadores e a imagem criada de que o esporte salva craques e suas famílias da carência social são pontos que favorecem o uso da modalidade como instrumento para a lavagem de dinheiro. Entre as práticas mais comuns, encabeça a lista o investimento de dinheiro sem origem definida em um time com dificuldades financeiras, exatamente como aconteceu na parceria MSI/Corinthians, atualmente na Justiça. Há o alerta de que a origem do dinheiro pode ser de tráfico de drogas, de armas ou simplesmente destinado a, depois de "esquentado", corromper pessoas que têm destaque político no país -as chamadas PEPs, Pessoas Politicamente Expostas. A análise da propensão do setor para se prestar à lavagem teve seu documento final aprovado na última quinta, na reunião ordinária do Gafi em Lyon (França). A entidade é presidida pelo brasileiro Gustavo Rodrigues, que também comanda a unidade de inteligência financeira do Brasil, o Coaf. Não existe uma contabilidade sobre quanto o futebol lava por ano. Mas o documento do Gafi aponta que o seu mercado mundial movimenta 13,8 bilhões anuais, dos quais somente 4,2 bilhões se destinam a salários. Tudo o mais, em tese, pode ser alvo de desvios, pois é dinheiro transacionado a título de regalias para o atleta, indenizações a clubes, pedágio para governos, entre outros itens. O estudo do uso do esporte como instrumento de lavagem começou em 2008 e teve a participação de 25 países, entre europeus, sul-americanos e asiáticos, além da Austrália. Razões para o futebol ter sido o foco do trabalho: é o esporte mais popular do mundo, tem 5.000 federações associadas oficialmente, aglomerou um bilhão de espectadores na última Copa e existem 38 milhões de jogadores oficialmente cadastrados. "O estudo é mundial, mas, se você olhar, as tipologias apresentadas refletem muito bem a situação do Brasil", diz Rodrigues. Colhidas as respostas dos questionários distribuídos, as principais razões apontadas para a vulnerabilidade do setor à lavagem de dinheiro são: 1) Mercado de fácil penetração, porque qualquer um pode se tornar um agente; 2) Diversidade de regulamentação entre os países, o que permite ao interessado escolher o que melhor lhe oferece condições para oficializar os ganhos de uma negociação; 3) Irracionalidade das somas envolvidas, que não obedecem a qualquer critério, o que viabiliza conduzir negociações totalmente fora de valores plausíveis e, ainda assim, não dispor de padrões legais para questioná-las eventualmente; 4) O papel social do futebol, já que, em regra, promover a ascensão social de um craque e de sua família traz benefícios e é orgulho para a comunidade. "O apelo social é muito importante, mas as autoridades devem estar atentas para que isso não mascare um crime grave, como a lavagem de dinheiro", afirma Bernardo Mota, do Coaf, que há dez anos acompanha essa discussão. Complexo, o documento descreve, sem dar nomes, 17 casos por meio dos quais a prática da lavagem pode se materializar. Começa pelo investimento em atletas de um país de fundos estrangeiros instalados em paraísos fiscais. Outra tipologia bastante explorada é a figura do atravessador, comum no Brasil. O fato de as cifras envolvidas não terem parâmetro e o negócio poder ser fechado em qualquer lugar do mundo facilitam a lavagem. Na página 20, de um total de 39, o documento é categórico em afirmar: "Estimar o valor de uma transação para um jogador é um trabalho inócuo, pelo fato de que largas somas estão envolvidas, geralmente acompanhadas de uma transação para o exterior, o que torna difícil aferir a destinação final dos recursos. A supervalorização do jogador pode corresponder à técnica de lavagem de dinheiro similar, no caso do comércio, ao oferecimento desmedido de benefícios." Também há destaque para times endividados que assumem a figura de atravessador e colocam a sua taxa de sucesso a ser ganha no negócio como pagamento de dívidas. O dinheiro que entra para tirar a agremiação do vermelho é de uma terceira negociação, que só precisava de uma oportunidade para esquentar quantias obtidas de forma ilícita e que circulavam na rede internacional.
Para entidade, Maracanã, que não terá jogos durante obras, é um bom exemplo Possibilidade de São Paulo não ser sede do Mundial está descartada, diz representante da Fifa, mas alternativas de arenas podem ser estudadas
EDUARDO ARRUDA PAULO COBOS ENVIADOS ESPECIAIS A JOHANNESBURGO
O secretário-geral da Fifa e responsável pelas críticas ao Morumbi, Jérôme Valcke, vê um caminho para que o estádio consiga cumprir as exigências da entidade e se transformar na sede paulista para a Copa-2014. À Folha, ontem, em Johannesburgo, o dirigente afirmou que uma boa saída para o estádio são-paulino é seguir o exemplo do Maracanã, que será o palco da final do torneio. "Acho que é possível que o Morumbi vire um estádio para a Copa. Veja o Maracanã, por exemplo: ele deve ser fechado por dois anos para se adaptar e se tornar um estádio Fifa. Talvez eles possam fazer o mesmo", declarou Valcke. O projeto inicial do Morumbi não prevê o fechamento total do estádio durante as obras. Valcke apontou que o principal problema do Morumbi está no entorno. A Fifa exige que haja um centro de mídia e área para o estacionamento de caminhões geradores de imagens das emissoras de TV, além de ampla área para estacionamento de jornalistas e convidados. Na África, todos os estádios usados na Copa das Confederações cumpriram rigorosamente essa determinação. No Ellis Park, por exemplo, palco da final do torneio, amanhã, entre Brasil e Estados Unidos, foi usada a área de uma universidade que fica ao lado da arena, localizada em Johannesburgo. O projeto inicial do Morumbi, segundo a Fifa, previa a construção dessa área a 1 km do estádio, distância considerada inviável pela entidade. Os são-paulinos rechaçam a informação e dizem que o local ficará bem mais próximo, a 300 m. "Nós avisamos os responsáveis desse problema. Agora eles têm de se empenhar para resolver isso, senão teremos que buscar alternativas", disse Valcke, que descartou, no entanto, uma possível exclusão da cidade de São Paulo entre as 12 sedes brasileiras escolhidas. Valcke confirmou que os outros 11 projetos não têm problemas para atender às exigências da entidade máxima do futebol. A Fifa, porém, acredita que o principal desafio do Brasil está justamente na construção e adaptação de suas arenas. Durante a semana, o presidente Lula foi ao Morumbi e manifestou apoio ao estádio são-paulino. Cartolas ligados à CBF creem que a única ajuda do governo para salvar o Morumbi seria financeira -o governo, entretanto, diz que não irá empregar verbas em arenas. A reforma do estádio está orçada em R$ 300 milhões, e a avaliação até de membros do comitê paulista para o Mundial-14 é que o São Paulo terá problemas para conseguir esse dinheiro. A manifestação favorável de Lula também não tem peso decisivo, pois Fifa e Comitê Organizador Local têm autonomia total para tomar decisões em relação aos estádios. Já o governo tem poder, de fato, só nas obras de infraestrutura relacionadas ao Mundial.
“Hoje, não tem cabimento a abertura não ser no Morumbi. São Paulo não tem estádio mais pronto do que esse atualmente. O primeiro jogo tem de ser na capital, porque é onde está a nata do futebol” - comentou Andres Sanches.
Não gostaria de ficar falando muito sobre a crise pela qual passa o Tricolor Paulista. Isso não é coisa nossa e eles que se arrumem! Entretanto foram muitos os blogueiros que me alertaram para as versões que a mídia está propagando sobre o "momento" (não digam crise, senhores!), que preciso fazer algumas observações. Dizem certos jornalista que não há crise alguma. Outros, que existe um probleminha aqui, outro lá. Alguns ainda falam que, ao se concentrar no projeto do Morumbi-2014, o Clube "abandonou" as disputas e os campeonatos. Bom, sejamos diretos: tudo ia bem até os 47 minutos do segundo tempo, naquele jogo Corinthians x São Paulo no Pacaembu, quando Cristian, de fora da área, acertou aquele gol desestabilizador. A partir daí, a coisa desandou. A reação do São Paulo durante a semana confirmou o total desequilíbrio de seus diretores, jogadores, técnicos e outros mais. Foi aquele gol sim, muitos não acreditam, mas foi aquele petardo que balançou a rede tricolor no Pacaembu, que detonou toda a confusão no nosso adversário. Demitiram o técnico, vazaram para a imprensa a briga entre os jogadores e, pasmem os deuses, a mídia noticiou que estavam sem grana e até com atrasos salariais. Acreditem amigos e inimigos foi aquele gol de Cristian que, como um "exocet" no casco do navio, abriu uma brecha que não sabemos ainda quando será fechada. Como disse no início, a solução que possam encontrar e o tempo que demorarão não é problema nosso, mas, cá para nós, que estrago duradouro fez um gol aos 47 do segundo tempo!
Em meio a uma das maiores crises econômicas que o mundo vive nestes últimos cem anos, dias atrás o esporte recebeu a bombástica notícia das contratações de Kaká e Cristiano Ronaldo pelo Real Madrid. A notícia surpreende não somente pelos valores envolvidos (€ 65 mi e € 94 mi), mas porque o clube espanhol se encontra imerso em enorme dívida, cerca de R$ 1,3 bi, como informou Jamil Chade, no Estado, na semana passada. A reportagem traz informação mais surpreendente ainda: a de que a contratação dos superastros somente foi possível graças à linha de crédito de dois bancos espanhóis, Caja de Madrid e Grupo Santander, que, em troca do vultoso empréstimo, obtiveram como garantia a renda que virá dos direitos de transmissão dos jogos do time pela tevê.
Sob todos os pontos de vista a negociação traz interrogações: o fato de que a crise econômica que se abate sobre o mundo não ter sido superada e, pelo contrário, alguns afirmam que não chegamos ao fundo do poço; os bancos, em todos os países, inclusive os espanhóis, foram socorridos por muito dinheiro dos governos e, portando, deveriam evitar operações de retorno duvidoso.
De há muito, clubes de futebol, especialmente os espanhóis, não trabalham com a ideia de que suas receitas devem suportar suas despesas. Fosse essa a meta, esses negócios não teriam ocorrido. A lógica é de que se façam aventuras, porque o governo os socorrerá depois. Só isso permite tal tipo de contratação.
Como em passado próximo, o Real Madrid foi socorrido pelo governo local, por meio de generosa compra de imóvel.
Já é tempo de o futebol superar essa “exuberância irracional”, de que falava Alan Greenspan, ao criticar a exagerada especulação no mercado de ações norte-americano.
Ou os clubes sobrevivem com orçamentos equilibrados, ou teremos de instituir o modelo espanhol de subsídios para essas contratações economicamente insustentáveis.
O exemplo apresentado pelo Real Madrid é péssimo indicativo a todo o futebol. Ele não deve servir de parâmetro nem para os clubes brasileiros nem para o governo. As agremiações devem buscar equilíbrio em suas contas e nãotrabalharcom a expectativa de terem sempre um grande déficit a ser coberto por ações oficiais.
Antonio Roque Citadini é conselheiro do SC Corinthians Paulista
(O Estado de S.Paulo, Esportes, "Da numerada", 21/06/2009, p.6)