Entre eles está Giuseppe Postiglione, presidente de clube da 3.ª Divisão
BERLIM
As denúncias feitas pelas autoridades policiais alemãs e pela Uefa, na sexta-feira, de que cerca de 200 partidas de futebol estavam sob suspeita de terem resultados manipulados em vários países da Europa, renderam ontem novos desdobramentos. Na Itália, foram detidas nove pessoas por suposto envolvimento em uma rede de apostas ilegais. Um deles é Giuseppe Postiglione, presidente do Potenza (clube da 3ª Divisão). Outras 20 pessoas estão sendo investigadas. Das partidas sob suspeita, uma é da 2ª Divisão e sete são da 3ª, todas disputadas nas temporadas 2007/2008 e 2008/2009.
Também ontem, o jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, de Munique, publicou uma lista parcial dos jogos que teriam tido resultados arranjados pela máfia em vários países da Europa. Aparecem uma partida da 1ª Divisão turca, outra da elite do futebol da Croácia e várias de divisões inferiores no país dos Bálcãs. Na Turquia, o jogo sob suspeita é Bursaspor 2 x 0 Ankaraspor, em 4 de abril. A denúncia é de que os jogadores foram subornados para forjar o placar. Os apostadores teriam lucrado 18.500 (cerca de R$ 47 mil) com a fraude.
Outro jogo suspeito citado na reportagem é o amistoso entre o alemão SSV Ulm 1846 e o turco Fenerbahçe, disputado em julho na Turquia e vencido pelos anfitriões por 5 a 0. Os investigadores afirmam que "alguns jogadores do SSV Ulm, que não foram identificados", receberam mais de 10 mil (quase R$ 26 mil) cada um para fazer corpo mole na partida.
O goleiro do Ulm, Holger Betz, concordou que aconteceram alguns fatos estranhos naquele amistoso, mas afirmou não acreditar na possibilidade de manipulação. "Depois que sofremos o primeiro gol, o time entrou em pane. Poderíamos ter perdido por uma margem ainda maior", disse Betz. Opinião semelhante tem Markus Loesch, treinador da equipe que disputa a Liga Süd - liga regional abaixo da 3ª Divisão alemã. "Sinceramente, não vejo como isso possa ter acontecido", declarou Loesch ao diário Bild.
Na Croácia, a suspeita recai sobre o jogo entre NK Zadar e Hadjuk Split, em 26 de abril. Os jogadores do Zadar teriam recebido 30 mil (R$ 77 mil) para que sua equipe perdesse por uma diferença grande. Como a partida terminou com a vitória do Split por 3 a 0, a máfia dos apostadores acabou não lucrando com a fraude.
Segundo a reportagem publicada pelo Sueddeutsche, os personagens principais por trás do escândalo são o croata Ante Sapina e um turco identificado como Deniz C.. Sapina é velho conhecido das autoridades: protagonizou escândalo há quatro anos que terminou com a prisão do ex-árbitro Robert Hoyzer.
Com chuva de gols, Timão perde para o Náutico no Pacaembu
Muita chuva e cinco gols para a despedida corinthiana do Pacaembu na temporada. Em seu último jogo em casa, já que o duelo contra o Flamengo foi mudado para Campinas, e diante de mais uma arbitragem polêmica, o Timão foi derrotado por 2 a 2 com o Náutico. O resultado, que nada vale para os alvinegros na temporada, mantém os pernambucanos na briga para não cair no Brasileirão. Jogando sem pressão, o Corinthians dominou o primeiro tempo. O time sofria com a falta de entrosamento entre alguns jogadores, mas conseguia manter a posse de bola e criar boas chances. O Náutico, por sua vez, entrou pressionado pela necessidade de vencer e tinha dificuldades para sair para o jogo, mantendo, assim, uma postura defensiva. O ritmo da partida não era intenso, mas a bola chegava ao ataque alvinegro. Jorge Henrique, duas vezes, Marcelinho, Ronaldo e Elias tiveram oportunidades para marcar, mas pecaram nas finalizações. Já os visitantes aproveitaram uma de suas raras chances. Na primeira, aos 18, Anderson Santana chutou para boa defesa de Rafael Santos – que faria um milagre no final da etapa em tentativa de Bruno Mineiro. Aos 38, porém, o goleiro nada pode fazer. Patrick cruzou pela direita e Bruno Mineiro cabeceou para as redes: 1 a 0. O Timão voltou com outra postura na segunda etapa. Pressionando o clube pernambucano, bastaram quatro minutos para o empate. Jorge Henrique tabelou com Boquita e cruzou na medida para Ronaldo, que cabeceou para as redes: 1 a 1. No lance seguinte, o Fenômeno saiu de três defensores, mas finalizou na trave. Aos 10, deixou um zagueiro no chão e tocou à esquerda de Glédson. Os visitantes sentiram o gol sofrido e a pressão alvinegra só aumentou depois que Bruno Mineiro foi expulso por falta dura em Elias. E o próprio camisa 7 fez o gol da virada em jogada ensaiada: ele recebeu de Ronaldo e fuzilou o goleiro Glédson. Festa corinthiana no Pacaembu, que quase viu uma pintura do Fenômeno – ele saiu na cara do gol e tentou encobrir o camisa 1 alvirrubro, mas falhou por pouco. Em desvantagem, o Náutico ainda ensaiou uma pressão nos minutos finais e chegou ao gol de empate a cinco minutos do fim do jogo. Carlinhos Bala recebeu belo toque de Nilson e bateu forte: 2 a 2. Ronaldo ainda tentou deixar o Corinthians em vantagem mais uma vez, mas parou no goleiro rival. Nos acréscimos veio a virada. Escudero derrubou Ailton fora da área, mas o árbitro marcou peênalti. O mesmo Ailton cobrou e completou o placar. A derrota marca a despedida do Timão do Pacaembu em 2009. O resultado deixa a equipe do Parque São Jorge com 49 pontos, o que lhe mantém, provisoriamente, na décima colocação. Ameaçados pelo rebaixamento, os pernambucanos subiram ao 18º posto.
200 jogos podem ter sido manipulados em 9 torneios nacionais e na Copa dos Campeões
Jamil Chade
A Europa vive o que a Uefa já chama de o maior escândalo de corrupção da história do futebol do Velho Continente. Ontem, promotores alemães e a entidade que rege a modalidade na Europa revelaram investigações que apontam para a manipulação de cerca de 200 jogos, incluindo partidas da milionária Copa dos Campeões.
O escândalo tem dimensões que podem atingir a credibilidade dos campeonatos nacionais por alguns anos. Mais de 200 pessoas são suspeitas de fazer parte de um esquema de apostas e acerto de resultados. A atuação de uma organização criminosa internacional ainda envolve nove ligas nacionais, além da Liga Europa (que acaba de substituir a Copa Uefa).
Ontem, mais de 50 locais foram invadidos pela polícia e 17 pessoas foram presas em todo o continente - 15 na Alemanha e duas na Suíça. Os detidos são suspeitos de pagar propinas a jogadores, juízes, técnicos e outros atores do futebol. O objetivo era o de garantir resultados para lucrar em apostas realizadas na Europa e na Ásia. Evidências e pelo menos 1 milhão (R$2,57 milhões) já foram confiscados - a manipulação dos jogos pode envolver até 10 milhões.
A polícia alemã alertou que toda a operação de ontem pode ser apenas a ponta de um iceberg. A Uefa indicou que, se as suspeitas forem confirmadas, trata-se do maior escândalo de manipulação de resultados de jogos do esporte europeu. Nos últimos meses, tanto o presidente da Uefa, Michel Platini, como o da Fifa, Joseph Blatter, vinham soando o alerta sobre a corrupção no futebol.
Na cidade de Bochum, na Alemanha, o Ministério Público que lida com o caso anunciou que times da Primeira Divisão da Áustria, Bósnia, Hungria, Eslovênia, Croácia e Turquia estão envolvidos. Na Bélgica, Suíça e Alemanha, os times envolvidos são da Segunda Divisão. Pelas investigações, quatro jogos da Segunda Divisão alemã tiveram seus resultados manipulados por meio de pagamento de propinas.
Mas o que mais preocupa a Uefa é que três jogos da Copa dos Campeões estariam sob suspeita, além de outros 12 da Liga Europa. Os dois torneios são os mais importantes do continente, considerados como pilares do futebol de clubes. O temor é de que o escândalo possa afetar a capacidade desses torneios em receber investimentos de patrocinadores.
O porta-voz da Uefa, Peter Limacher, garantiu que a entidade sabia das investigações e teria sido ela mesmo quem indicou para a polícia padrões anormais de apostas registradas em alguns jogos. "Estamos satisfeitos com os resultados da investigação. Ainda assim, o que está sendo revelado é chocante diante da extensão da manipulação orquestrada por gangues internacionais."
A política acredita que já prendeu o líder do grupo. Mas, por enquanto, não revela nomes nem times envolvidos. O epicentro do maior terremoto do futebol europeu estaria em Berlim, de onde a manipulação de resultados era coordenada.
A Alemanha viveu, há quatro anos, um escândalo com o juiz Robert Hoyzer, que havia manipulado o resultado de um jogo. As investigações mostraram que ele tinha relações com o crime organizado na Croácia. Foi condenado a dois anos de prisão. Agora, o novo escândalo aponta para pessoas ligadas a ele. A Uefa garantiu que está avaliando a situação de outros 40 jogos em quatro temporadas diferentes. A maioria envolve times do Leste Europeu.
No último dia 17, o mundo lembrou os cinquenta anos da morte do compositor e maestro Heitor Villa-Lobos. Ele nasceu no Rio de Janeiro, em 5 de março de 1887, falecendo na mesma cidade, em 17 de novembro de 1959. Seu primeiro contato com a música ocorreu através de seu pai, que o ensinou a tocar violoncelo. Ingressou, ao final da década de 1910, no Instituto Nacional de Música, no Rio de Janeiro (atual Escola de Música da UFRJ), sem chegar a concluir o curso. Teve participação marcante na Semana de Arte Moderna de 1922. Suas composições incluem as Bachianas (série feita como uma versão brasileira para os "Concertos de Brademburgo" de Bach), sinfonias, concertos e choros. Compôs também sete óperas: Aglaia (1909), Comédia Lírica (1911); Elisa (1919); Izath (1912-1914); Jesus (1918), Malazarte (1924) e Yerma (1955-1956), esta última baseada em peça teatral de Frederico Garcia Lorca. Villa-Lobos foi regente reconhecido internacionalmente, tendo conduzido onze orquestras brasileiras e quase setenta no exterior, como em Israel, Estados Unidos, Áustria, Itália, França entre outros países. Suas obras foram gravadas no exterior por grandes orquestras e importantes maestros. Acompanhe aqui alguns trechos de suas composições.
Conheço o professor Luiz Gonzaga Beluzzo há muitos anos, embora nos últimos tempos pouco contato eu tenha mantido com ele. Beluzzo, que é advogado formado pela USP, ganhou grande projeção como economista. Recordo-me quando, no começo dos anos 1970, ele e um pequeno grupo da Unicamp redigiram uma cartilha para o MDB, onde demoliram todos os aspectos do "Milagre Brasileiro" construído pelo "Mago de Todos os Governos", Delfim Netto. É até hoje um dos documentos mais importantes na luta do País por sua redemocratização. Beluzzo, além de competente é sério e um palmeirense raivoso. Sempre que encontro com ele ouço- um pouco assustado- opiniões sobre táticas, jogadas, gols etc. É um apaixonado pelo Palmeiras, a tal ponto que por seu Clube quase perde a razão. Como pouco temos conversado, mas o conhecendo de longa data e acompanhando suas entrevistas, estou certo de que ele está enojado com o mundo do futebol. Ao chegar à presidência do Palmeiras, Clube para o qual seu pai tanto contribuiu, certamente deve ter visto a podridão que é esse meio, em que se reúnem pessoas de toda falta de compostura, nível ou princípios. E não são apenas dirigentes, incluindo-se boa parte da mídia, empresários, atletas e outros menos cotados. Beluzzo certamente ficou possesso com a anulação do gol de Obina, mas igualmente deve estar vivendo grande desilusão por conhecer a fundo o mundo do futebol. O futebol romântico das arquibancadas desaparece quando surgem os milhares de interesses por outros lados. E o caldeirão do futebol, para os que têm olfato, cheira mal. Beluzzo deveria seguir a máxima de João Havelange, que me desculpe o Juca: "Dirigente de futebol não fala sobre jogadores, jogadas e táticas e deve ir muito pouco aos estádios." E não deve ser amigo de agentes. Ele é tão diferente como dirigente que- no Tribunal - confirmou suas palavras, o que certamente não é a prática do mundo do futebol.
PRISCILA BERTOZZI Da Máquina do Esporte, em São Paulo
Chamariz de audiência para o futebol na Globo, o Corinthians registrou no último domingo, contra o Avaí, o seu pior resultado no Ibope em toda a temporada de 2009. Já classificado para a Copa Santander Libertadores da América do ano que vem, sem chance de título e longe da zona de rebaixamento, o clube obteve apenas 18 pontos de média na derrota por 3 a 1 para o time catarinense, em partida disputada em Florianópolis. O Corinthians é dono de todos os recordes positivos da temporada do futebol no canal carioca. O melhor índice do ano foi alcançado na final da Copa Kia do Brasil, em julho. O segundo jogo da decisão contra o Internacional rendeu 39,5 pontos. O confronto de ida, em São Paulo, marcou 34 pontos de média. A equipe dirigida por Mano Menezes, embalada pela presença de Ronaldo, também conseguiu o recorde do Campeonato Brasileiro. Com 31 pontos, o duelo contra o Vitória, no dia 28 de outubro, lidera o ranking de audiência do torneio nacional, seguido pelo próprio Corinthians nos confrontos contra Santos e Fluminense, que ficaram com média de 30 pontos. Até então, o pior desempenho do clube na Globo neste ano havia sido computado no jogo contra o Flamengo, no dia 9 de agosto, com 19 pontos. Ao todo, o Corinthians protagonizou 36 rodadas na Globo, com média geral de 26,7 pontos, oito a mais do que o número registrado no último domingo. Na Band, o revés corintiano para o Avaí ficou com 6 pontos de média e 8 de pico, dentro do panorama observado durante todo o ano. Na emissora do Morumbi, a média geral do Corinthians é de 6,9 pontos em 2009. O fim de semana futebolístico na Globo contou ainda com o amistoso entre Brasil e Inglaterra, vencido pela seleção brasileira por 1 a 0, que registrou 17 pontos. A Band, parceira da emissora de Roberto Marinho nas transmissões do futebol, não mostrou o encontro e marcou 2 pontos de média e 4 de pico com o "Programa Raul Gil". Cada ponto no Ibope equivale a 54 mil domicílios na Grande São Paulo, região de referência para o mercado publicitário.
Há alguns dias, falei por aqui que o campeonato apresentava jogos ruins, especialmente quando envolviam as equipes que estão disputando o título. Muitos reclamaram, especialmente dizendo que eu fazia a crítica por que o Corinthians não estaria na luta direta para ser campeão. Poderia até ter um pouco disso, mas a verdade é que o nível dos jogos tem sido ruim mesmo. Muita luta, brigas, chuveirinhos e chutões. Lamentavelmente o Corinthians não está na disputa direta, trazendo prejuízo adicional, como abordado na matéria da Máquina do Esporte. Sem o Corinthians quem sofre é a televisão. O Timão foi nos últimos tempos a grande alavanca que sustentou os bons índices de audiência dos campeonatos. Agora que o alvinegro, prematuramente desistindo de maiores pretensões no campeonato, acarretando piores audiências, a disputa, além de nível ruim, acumulará fraca repercussão de público. Sofrem todos!
Jogando no estádio da ressacada, em Florianópolis, o Corinthians encarou o Avaí e acabou derrotado por 3 a 1. Com a derrota, o Timão permanece na 9ª colocação do Brasileirão 2009. O primeiro tempo do jogo começou equilibrado, com as duas equipes buscando o ataque. Melhor para os donos da casa, que abriram o placar aos 12min. William se atirou na área e o juiz marcou pênalti; o próprio William cobrou e fez 1 a 0. Dois minutos depois, o Timão chegou ao empate. Defederico cobrou bem o escanteio e Marquinhos acabou desviando no primeiro pau e mandando a bola para dentro de seu próprio gol. Com o gol, o Corinthians cresceu em campo e passou a pressionar o Avaí, se valendo principalmente da boa atuação do argentino Defederico, que infernizava a defesa dos donos da casa com seus dribles. Mas mesmo assim foi o Avaí que marcou o segundo. Aos 28min, William recebeu livre na área e bateu na saída de Felipe. Para piorar a situação corinthiana, aos 46min o Timão ficou com um jogador a menos. Balbuena deu uma entrada dura no adversário e recebeu o vermelho direto. Na segunda etapa, o Avaí soube explorar a vantagem de jogar com um homem a mais e, empurrado pela sua torcida, foi para cima do Corinthians, que tentava explorar o contra-ataque, mas sem sucesso. Aos 24min, os donos da casa conseguiram ampliar. Léo Gago invadiu a área pela esquerda e bateu firme, da risca da pequena área, fazendo 3 a 1. O Corinthians ainda tentou reagir, mas se limitava às jogadas individuais de Ronaldo, que por duas vezes conseguiu finalizar bem para o gol, mas o goleiro Eduardo Martini se mostrou atento. O próximo confronto do Corinthians será no sábado, dia 21/11, contra o Náutico, no Pacaembu, em partida válida pela 36ª rodada do Brasileirão 2009.
Theatro São Pedro apresenta o "Barbeiro de Sevilha"
O Theatro São Pedro apresentará a ópera "O Barbeiro de Sevilha" de Giácomo Rossini de 25 de novembro a 3 de dezembro. Os preços são populares. Com direção artística de Paulo Ésper, a produção contará com a direção cênica de William Pereira, regência do maestro Emiliano Patarra, com a Orquestra Jovem Municipal de Guarulhos e o Coral Vozes de São Paulo. No elenco: Rodrigo Esteves como Fígaro, Luciana Bueno como Rosina, Flávio Leite como Conde de Almaviva e ainda Saulo Javan (Don Bártolo), Eduardo Janho-Abumrad (Don Basílio), Priscila Zamlutti (Berta), Ricardo Bruns (Fiorello) e Marcos Kaczan (Oficial). Trata-se de uma produção da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA) e do Governo do Estado de São Paulo.
Serviço:
Theatro São Pedro Sala Principal - 636 lugares (balcão 1 - 110, balcão 2 - 124, platéia - 396); 06 lugares para deficientes físicos na platéia (sendo 3 p/ acompanhantes) Rua Barra Funda, 171 - Barra Funda - São Paulo-SP Estações do Metrô Próximas: Marechal Deodoro Ar-condicionado Acessibilidade para Pessoas com Necessidades Especiais Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia) Indicação Etária: 10 ANOS Informações: (11) 3667-0499 (de quarta a domingo, das 14h até 19h) Horário da bilheteria: de quarta a domingo, das 14h às 19h ou até o início do espetáculo; para os concertos matinais aos domingo, abertura às 10 horas Cartões: Visa e Visa Electron Venda Antecipada: http://www.ingressorapido.com.br
Veja abaixo a ária "Largo al factotum" com Leo Nucci:
Nem terminou ainda o Campeonato Brasileiro, a Mídia já começa a se concentrar no anúncio de contratações e mais contratações. É certo que esta edição do Campeonato é das mais fracas que se tem notícia, com as equipes que buscam o título com um futebol cada vez pior, restando à Imprensa especular contratações. O Corinthians é a vítima predileta. Não há dia em que não tenha sido anunciada uma contratação aqui ou algum nome certo e já contactado. Por aí entram todos os tipos de interesse de jogadores, procuradores e jornalistas apressados, que para manter a fama de bem informados começam a anunciar negócios supostos. Infelizmente esta avalanche de notícias sobre contratações cria no torcedor uma enorme expectativa e também um grande interesse, o que faz com que programas de rádio e TV anunciem cada vez mais contratações, hipotéticas, mas apregoadas como consumadas. O melhor para o futebol, e notadamente para os corinthianos, seria aguardar o fim do Campeonato e o anúncio oficial de eventuais contratações, deixando todo este mundo de especulações sem receber ouvidos dos torcedores. Com isso evitar-se-iam discussões inúteis e frustrações dos próprios torcedores, embora nada vá limitar as ações da Mídia em sua incessante busca de furos, preenchimento de pautas e anúncios bombásticos.
A notícia da Folha Online (09/11/2009) de que o maestro John Neschling ganhou ação trabalhista que move contra a Fundação Osesp vai dar muito o que falar. A sentença, segundo a Folha, determina que Neschling receba R$4,3 milhões dos R$ 12,5 mi que pleiteou. A Justiça considerou nulos os contratos de regente do maestro com a orquestra. Diz que ele seria um empregado normal da CLT, com direito a férias, 13º, FGTS etc. Informa a matéria no sítio Consultor Juridico, que Nescheling ganhava R$ 125 mil por mês como regente da Orquestra.
Isso vai dar ainda muita confusão. John Nescheling foi durante os últimos dez anos o maestro todo-poderoso da OSESP. Realizou um grande trabalho e deu um novo padrão à Orquestra do Estado. Seu livro "Música Mundana", lançado esta semana, mostra uma gestão autoritária, quase imperial. Nescheling realizou tudo o que queria: demitiu músicos, contratou outros, fixou salários, construiu a Sala São Paulo, escolheu programas etc, e brigou com muita gente, mas não esconde que tudo foi obra de sua responsabilidade.
Certamente, a fixação de seu salário e o seu contrato com a Osesp não foram as únicas coisas de que ele participou da elaboração. Foi dele a ideia de se organizar uma Fundação - de direito privado - para a gestão da Orquestra, à margem de brigas políticas. Com esta entidade teríamos garantida um vida longa e tranquila para a Orquestra.
Nada disso ocorreu. Sua demissão ocorreu por um choque entre a Orquestra e o Estado. Seu livro mostra um relato zangado, chateado, mas afirmativo do maestro. Agora com esta condenação - que poderá ser revista por Tribunais superiores, o maestro mostra que não foi tão bom negócio a criação de uma Fundação para gerir a Orquestra. A conta cairá nos cofres públicos, sem que o Estado tenha sido o responsável pela forma de contratação, definição de salários e outros direitos do maestro. Isso ainda vai dar o que falar.
O Rio de Janeiro vive uma grave crise de segurança pública. Cidade escolhida para sediar as Olimpíadas, ela deve definir um caminho para superar suas deficiências nesta área, sob pena de viver um grande fracasso. Muitos já falaram sobre as razões desta crise, e outros tantos vivem propondo todo tipo de solução. Maior rigor da polícia; política social nas áreas do crime onde o Estado esteve ausente; recolher armas de toda a população; uso das Forças Armadas etc. Quase tudo já foi proposto, mas creio que falta o essencial.
O Rio deve escolher entre romper com toda criminalidade ou fazer acordo com o crime aqui ou ali e somente combater os maiores (quando exageram). Este caminho ainda não foi escolhido. O mais difícil - e mais eficiente - é a sociedade romper com toda a criminalidade. Isso implica numa posição sólida do Governo de não compactuar com qualquer tipo de atividade criminosa e, principalmente, a população decidir não conviver com os grupos criminosos. Esta ruptura leva ao isolamento do crime e - em consequência - a criação de um estado de respeito à lei em toda as áreas sociais. No entanto, se a sociedade carioca quiser continuar conivente com uma atividade criminosa qualquer, não haverá política de segurança que chegue a bom resultado.
Não dá prá aceitar como natural aquelas atividades (mesmo ilícitas) em que o cidadão não vê erros tão grandes assim, desde conviver com "bicheiros" no carnaval e nas escolas de samba, com o pessoal de bingo e "maquininhas", com contrabandistas por todo lado, com roubos de carga quase diários, com os pequenos e os grandes traficantes (que são amigos e fornecedores de morros e praias), ou com os bandos e quadrilhas envolvidos em todo tipo de atividade suspeita. Neste quadro de conivência só há um caminho para o Rio: fazer como foi feito em outros grandes eventos (Pan, Eco/92): acordo com o crime.
O caminho do rompimento é o mais dificil, mas é o único que pode mudar a situação. Cabe a cada cidadão não aceitar - em seu dia - como uma vida normal aquela com qualquer atividade criminosa. Não se trata de convidar cada um a se tornar um policial. A vida do povo deve ser marcada por não andar de mãos dadas com qualquer um que viva à margem da lei. Trata-se, também, de romper com o farisaísmo que leva uma pessoa a uma boa convivência com uma Liga de Samba, embora se saiba que, muitas vezes, trata-se de instrumento de alguma atividade ilegal. Se o rompimento social for adotado - como foi em outros países - o crime terá sua relação cortada com a sociedade e - com tempo e esforços - as autoridades policiais e judiciárias agirão de forma mais precisa. Com tal ruptura as infiltrações em órgãos públicos (policiais, administrativos, judicial etc) ficariam reduzidas, pois o apoio da sociedade ao crime seria limitado.
Fora desta política de rompimento (que o Rio ainda resiste em adotar) o crime ganhará cada vez mais espaço no Estado (em polícias e nos meios políticos) e qualquer projeto de combate à criminalidade estará condenado a ficar apenas na retórica.
Essa discussão - e confusão - sobre arbitragem esta escondendo um defeito maior deste campeonato: os times que disputam o título não estão jogando nada. Erros ocorrem sempre nas partidas de futebol. Algumas vezes revoltam e levantam desconfiança. Alimentam falatório,brigas e alteram resultados. É um pouco o fermento que faz o futebol uma paixão quase doida.
Andei vendo alguns jogos dos times que disputam o primeiro lugar no campeonato. Que tragédia ! Jogos ruins, ligação direta, chutão e chuveirinho o tempo todo. Nada de futebol bem jogado. Os piores jogos do campeonato são destes ai que disputam o título. Todos- rigorosamente todos - estão jogando um futebolzinho de dar dó do torcedor. É por isso que o campeonato está embolado. É quase uma disputa nacional de chuveirinho.
Os melhores jogos são de times que não disputam diretamente o título como Corinthians e Avaí, apenas para citar dois exemplos.
Os times que estão na faixa inferior da tabela -nessa luta de vida ou morte-tem jogado melhor futebol que os líderes.
Vamos torcer para que os juizes errem menos e, principalmente, para que os líderes voltem (?) a jogar um futebol aceitável. E sem este festival de chuveirinho!
O Corinthians enfrentou o Santo André neste domingo pela 34ª rodada do Brasileirão e garantiu a festa da Fiel Torcida que compareceu ao Pacaembu. Mesmo sem poder contar com o capitão William, que fraturou o dedo do pé, o Timão fez ótima exibição em casa e, com gols de Ronaldo e Dentinho, garantiu um ótimo resultado.
A partida começou com o Corinthians mostrando presença ofensiva. Logo aos 2min, Balbuena soltou a bomba de fora da área e carimbou o travessão de Neneca. Em seguida foi a vez de Edno invadir a área pela esquerda e chutar rasteiro, levando perigo ao gol do Ramalhão. O Santo André por sua vez tentou se aproveitar dos ótimos passes de Marcelinho Carioca, mas viu a defesa alvinegra neutralizar suas principais jogadas.
O Timão conseguiu criar ótimas jogadas de ataque, mas acabou pecando no último toque. Até que, aos 36min, Ronaldo apareceu. O craque recebeu a bola na intermediária, deu uma pedalada e soltou a bomba de esquerda. A bola entrou no ângulo de Neneca e abriu o placar para o Corinthians no Pacaembu!
O segundo tempo da partida começou da mesma forma que a primeira, com o Timão pressionando o time andreense. Defederico teve duas ótimas chances para ampliar o placar no Pacaembu, mas errou o alvo. Quem não perdeu a chance que teve foi Dentinho, que entrou no lugar de Edno e deixou sua marca: recebeu assistência de Ronaldo, invadiu a área e bateu na saída do goleiro. 2 a 0 Corinthians e festa da Fiel!
Com a vitória, o Corinthians chega aos 49 pontos na classificação do Brasileirão. O próximo desafio do Timão será domingo que vem, contra o Avaí, em Florianóplis..
A discussão entre o grupo de oposição santista e o técnico Luxemburgo retoma dificil problema do mundo do futebol. Qual o melhor modelo para atuação do técnico de futebol. Sómente treinar o time,escalando jogadores e definindo esquemas de jogos etc. ou o técnico que assume também as funções de contratação e formação do elenco. Está ai uma discussão quase interminável. O técnico Luxembrugo não esconde que defende o segundo modelo: técnico escala o time mas escolhe jogadores, discute contratos, valores etc. É um misto de técnico e dirigente. Dirigentes de clube -no geral- preferem outro caminho. O técnico fica ,prioritariamente, com as funções de campo (treinar, escalar etc) e as definições sobre contratações seria tomada por outro órgão técnico vinculado a diretoria.
Os dois caminhos apresentam riscos .No primeiro -quando o técnico contrata- jogadores comprados passam a ter um vínculo mais forte com o técnico que o contratou do que com o clube. E dai para crise no elenco é um caminho livre. O técnico escala quem contratou e os outros craques passam a trabalhar em " operação padrão". Reclamações de favorecimento tornam-se comuns e -quando o time perde- o ambiente fica dificil para todos.Além de favorecimento nas escalações atletas passam a questionar salários e valores das contratações. Quando sómente a direção forma o elenco o problema também aparece. Contratações para atender dirigentes ou amigos e agentes podem ocorrer . E o técnico- não ouvido ao contratar- fica em situação complicada quando chegam as derrotas.
Não há uma fórmula mágica para resolver todos estes problemas. O melhor caminho seria o de uma comissão técnica centrada no treinamento, preparação,escalação da equipe. E as definições de elenco efetuadas por profissionais do clube ( sem vínculos com agentes de atletas), ouvindo-se as àreas envolvidas (finanças, técnicas, médica etc).