Blog do Citadini


1926: A Compra da Fazendinha


Esta é uma reprodução do vigésimo-quinto capítulo do livro "NECO, O PRIMEIRO ÍDOLO", de Antonio Roque Citadini, que narra o nascimento do Corinthians e a saga do craque Neco.


O ano de 1926 é dos mais tumultuados no futebol paulista com nova cisão entre os clubes, quando o Paulistano, rompendo com a Federação (APEA), lidera a formação de uma nova agremiação (LAF), repetindo, assim, o ocorrido em 1913, isto é, duas federações passam a dirigir o futebol paulista. Mas a idéia do Paulistano não encontra grande apoio entre os clubes. Inconformado com a perda do campeonato do ano anterior, o Paulistano defende o fim da "politicagem", do "falso amadorismo", e uma "depuração" no futebol. Embora com grande apoio na mídia, que o tinha como clube preferido, e também entre a elite da cidade, o Paulistano fica isolado, sem a aprovação do meio esportivo para a concretização de seu projeto. Os tempos são outros... com a cidade modificada pela chegada de inúmeros imigrantes (italianos, espanhóis, árabes e até japoneses). Nascem grandes indústrias, implicando o aparecimento de uma classe operária numerosa e cada vez mais ativa, surgiam os primeiros ricos da imigração, prédios, fábricas, lojas, enfim, a pequena cidade de 1910 era outra. O Paulistano perde sua hegemonia com o surgimento de Corinthians, Palestra, clubes de cidades do interior, como Santos e Ponte Preta. Os novos ídolos do futebol não são mais do clube do Jardim América. A cisão não prospera, mas provoca grande tumulto, com conseqüências negativas para o futebol paulista.


Para Neco, o ano não traz grandes vitórias, pois, já veterano, disputaria poucas partidas, em virtude de contínuas contusões. Não ganha títulos em toda a temporada. O destaque limita-se à vitória do Corinthians obtida com a compra do Parque São Jorge, que passa a ser a sede permanente do clube, constituindo-se em importante fator de crescimento para a agremiação e para sua torcida.


O ano futebolístico começa em 1º de janeiro, com um amistoso entre o Corinthians e o Internacional, vencido por goleada (4x0), com Neco marcando dois gols - sendo objeto de grandes homenagens pelos adeptos e adversários - o que seria a tônica de grande número de partidas em todo o ano. Em jogo beneficente, o Corinthians goleia a Portuguesa (5x1) e Neco volta a marcar dois gols. Vence o Sírio em disputa comemorativa ao centenário da independência do Uruguai, e mais uma vez Neco recebe grande elogio da imprensa. Neco assinala mais três gols no amistoso contra o Ypiranga (7x0), e um outro, em jogo contra o Sírio. Neco, que se ausenta de alguns amistosos, retorna ao time em maio para enfrentar o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, em empate que antecede ao início do Campeonato Paulista. Em agosto, o Corinthians viaja para o interior e vence o XV de Novembro de Jaú (2x0). Em setembro, pelo Corinthians, Neco enfrenta a seleção paulista, que treinava para o campeonato de seleções, perdendo por 8x4.


Neco não participa dos jogos pelo selecionado paulista, deixando seu posto para jogadores mais jovens. Em novembro, o Corinthians realiza amistosos: contra o Auto Esporte FC (1x1); e contra o Sírio (4x0). No mês de dezembro, realiza o "campeonato paulista extra", ocasião em que o Corinthians perde para o Sílex (1x0); e, em amistoso, vence o Palestra Itália (1x0), com a participação de Neco, que possuía boa técnica, embora lhe faltasse a boa condição física.


No primeiro jogo do Torneio-Início do Campeonato Paulista, o Corinthians derrota o Palestra Itália, empata com o Sírio (0x0), mas o Auto Esporte FC é o campeão deste tradicional encontro, que marca a largada do certame. Na abertura do campeonato, o Corinthians goleia o Ypiranga (5x0) e Neco faz dois dos gols alvinegros. Na segunda rodada, dá-se o empate entre Corinthians e Sílex (1x1), e, no jogo seguinte, o time do Parque S. Jorge goleia o S. Bento (5x0). Neco, lesionado, não participa de vários amistosos da Seleção Paulista, mas enfrenta o Auto Esporte FC, oportunidade em que o Corinthians é derrotado (2x1). Participa também de outra derrota do alvinegro, agora contra o Palestra Itália (3x2), em jogo que evidencia sua precária condição física. No final de agosto, o Corinthians tem a boa notícia do final das negociações para a aquisição do Parque São Jorge, recuperando-se no campeonato, com vitórias consecutivas contra: o Santos (3x2); e o Internacional (3x0). No início de setembro, o Corinthians, com nova sede, comemora 16 anos, e realiza vários festejos. No campeonato vence o Sírio (2x0), time que até então jogava no Parque São Jorge. Sem chance de vencer o Campeonato Paulista, o Corinthians efetua sua última partida goleando a Portuguesa (4x1) e vê o Palestra conquistar o torneio.


No final de novembro, Neco faz seu único jogo pela Seleção Paulista no ano de 1926, quando o time goleia a Seleção Carioca (8x1) e joga boa partida, marcando um dos gols de sua equipe.


Para Neco o ano de 1926 não traz qualquer conquista de título, e marca seu afastamento quase definitivo da Seleção Paulista. Já veterano, sua condição física compromete um melhor desempenho no campo. Mesmo assim, na temporada toda, marcou 10 gols pelo Corinthians e 1 pelo selecionado paulista.


(Antonio Roque Citadini, "Neco, o primeiro ídolo", Geração Editorial)



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Balanço do Corinthians

Amigos, hoje o Corinthians publicou seu balanço referente a 2007.
Não vou aqui fazer nenhuma análise mais detalhada, mas gostaria de chamar a atenção para alguns pontos.
Mais que no enorme déficit do exercício de 2007 (assim como em 2006), a estrutura de receitas e despesas do clube possui similaridade com a preocupante realidade financeira de muitos de nosso clubes.
Eis o resumo da demonstração de resultados:



Corinthianos roxos de preocupação!
Observem que em 2007 o futebol do Corinthians teve um prejuízo relativamente pequeno, igual a R$ 149 Mil. Porém, vejam que a receita obtida com a venda de jogadores representou nada menos que 58,38% das receitas operacionais com futebol! Um verdadeiro absurdo do ponto de vista de estruturas de receitas, mas que é um reflexo (exagerado, é verdade) da gestão de nossos clubes. No balanço do São Paulo F.C. (o chamado “clube modelo em gestão) referente a 2007 poderá ser observado que a receita com transferência de atletas também representa uma porcentagem muito grande em relação ao faturamento total, ainda que não tão alarmante.
Outro aspecto que chama a atenção é o item licenciamento e franquias, que na demonstração de resultados corinthiana de 2007 é igual a zero. Sim, zero! As receitas de patrocínios e direitos de TV ficaram praticamente estáveis. Entre as despesas operacionais, destaca-se a provisão de quase R$ 41 milhões para contingências (ou seja, pagamento de dívidas cíveis, trabalhistas e fiscais).
Com esse quadro pouco animador, as torcidas organizadas (que alguns órgãos de imprensa insistem em chamar de “torcida do Corinthians”, como se elas representassem o total do universo de torcedores) voltam sua ira contra a camisa roxa, que a despeito de qualquer argumento, será um fator gerador de receitas para o clube.
Por fim, vejam a tragédia que representa a manutenção do clube social, responsável por praticamente todo o enorme déficit do exercício de 2007, superior a R$ 23 Milhões!
Há muito o futebol de nossos grandes clubes tem suas receitas exauridas pela parte social, que simplesmente deixou de ser viável economicamente. Esse é um ponto que merece uma reflexão mais aprofundada. Se não é possível ou indicado separar as finanças dos departamentos através de pessoas jurídicas diferentes, para não falar na mera extinção dos clubes sociais e esportes amadores, é preciso reconhecer que o tamanho destes precisa ser muito reduzido. O futebol é o “core business” de nosso clubes e precisa ser tratado como tal.

Maurício Bardella

(Blog Futebol Negócio, http://futebolnegocio.wordpress.com/, 11/04/2008)


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Saindo (ou entrando) em páginas policiais

Nota Oficial

Por Sport Club Corinthians Paulista

Para cabal investigação dos fatos e apuração de possíveis responsabilidades criminais deles decorrentes, o Corinthians requererá a instauração de inquérito policial acerca das notícias veiculadas hoje pela imprensa envolvendo o ex-coordenador técnico Cilinho. Aquela é a sede própria para esclarecimento da verdade.

(SC Corinthians Paulista, http://www.corinthians.com.br/2008/noticias/conteudo.asp?id=1738, 10/04/2008, 17h49)

Comentário do Blog do Citadini:
No dia de hoje o Corinthians publica, em página dupla nos jornais Folha e Estado, o seu Balanço 2007, merecendo este fato receber não apenas de corinthianos mas de todos os esportistas os devidos elogios.
Surpreendente, no entanto, que no primeiro item do relatório da auditoria o Clube anuncia que está saindo das páginas policiais e, ao mesmo tempo, de forma inexplicável, comunica em seu sítio - em nota oficial - providências policiais para o ocorrido a respeito da demissão de Cilinho, coordenador do Futebol Amador.
Se a publicação dos balanços merece elogios, a providência policial não faz qualquer sentido. A acusação que os jornais publicaram afirmava que o dirigente do futebol amador alvinegro obrigava os jogadores a "dar procuração a um empresário seu amigo". O que tem a polícia a ver com isso? Nada. O problema é só do Corinthians, quando muito da FIFA. Trata-se sem dúvida de uma conduta gravosa para o Clube, mas que pouco ou nada se relaciona à área policial, já tão sobrecarregada de crimes, delitos e toda sorte de problemas.
O ideal para um Clube é que ele seja democrático para receber qualquer atleta, tenha ele o empresário que vier a ter. Isto é o que queremos no Corinthians, mas devemos saber que em muitos Clubes, até oficialmente, só se contrata um jogador se ele estiver vinculado a determinado agente, sem que isso se constitua em qualquer delito. Fato muito comum na Europa nos Clubes-empresa. O procedimento de privilégios que os jornais apontam que seria a razão da saída do dirigente é de todo condenável, porém, encaminhá-lo à área policial é um claro equívoco.
Melhor faria o Timão se regulamentasse de forma cada vez mais clara seus mecanismos de seleção e contratação de atletas, utilizando-se de uma apuração interna que deveria promover a respeito deste episódio.



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Dívida Social

Corinthians tem prejuízo de R$ 23 milhões

ERICH BETING
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Em meio a um processo de reformulação e refinanciamento do clube, o Corinthians divulgou nesta sexta-feira o seu balanço financeiro referente ao ano de 2007.

O resultado foi preocupante: o clube teve um prejuízo de R$ 23,264 milhões no ano passado. O valor mostra uma leve recuperação em relação ao ano de 2006, quando o déficit havia sido de R$ 24,326 milhões, mas pode cair ainda mais neste ano, com o time na Série B do Campeonato Brasileiro, o que significa de início uma queda de 50% na receita de televisão.

O maior "vilão" no resultado financeiro foi mais uma vez a área social do clube, que apresentou um déficit de R$ 23,115 milhões. O futebol teve um saldo negativo de R$ 149 mil. No ano anterior (2006), o prejuízo da área social havia sido um pouco maior (R$ 24,446 milhões), enquanto o futebol tinha dado um lucro de R$ 120 mil.
A arrecadação com o futebol, carro-chefe das atividades do clube, foi a que mais cresceu no ano passado. De R$ 82 milhões em 2006, o dinheiro arrecadado no ano passado saltou para R$ 122,3 milhões. Esse número, porém, só foi alcançado a partir da venda de jogadores, principalmente a dos meias Willian (R$ 36,5 milhões) e Carlos Alberto (R$ 17,9 milhões).
No total, a negociação de atletas representou 58,5% da receita do futebol corintiano, enquanto a venda de direitos de TV (R$ 23,4 milhões) somou 19,1%. Já os patrocínios (R$ 19,1 milhões) representaram um total de 15,7% da receita, e a menor fatia da arrecadação ficou por conta da bilheteria (R$ 8,4 mi), com míseros 6,7% do total de dinheiro recebido pelo futebol.
Em seu balanço, o Corinthians trata, também, da relação de parceria com o MSI, fundo de investimentos que tinha o iraniano Kia Joorabchian como seu presidente. Segundo as notas explicativas do balanço, o clube considera que não há mais vínculo com a parceira, que em 2006 havia transferido mais de R$ 9 milhões ao Corinthians e, no ano anterior, mais de R$ 50 milhões.
"Os assessores jurídicos responsáveis pelo processo rescisório dos referidos contratos, possuem o entendimento de que, em decorrência de a MSI interromper totalmente o cumprimento de suas obrigações contratuais, bem como, por ter se afastado totalmente das operações do clube (não possuindo mais representantes legais no país), a mesma manifestou, de maneira inequívoca, sua intenção de encerrar o seu relacionamento contratual com o clube", diz parte do trecho da nota.
O Corinthians afirma, ainda, que não considera ter mais dinheiro a receber do MSI em razão também de a sua ex-parceira ter uma "Ação Penal na Justiça Federal de São Paulo na qual se discute a licitude da origem dos recursos da MSI".
Porém no parecer da auditoria independente, feita pela BDO Trevisan, há questionamentos em relação ao término da parceria com o MSI. Os auditores afirmam que, embora o clube juridicamente entenda que o contrato foi rescindido por ambas as partes, não é possível avaliar se poderá haver um impacto financeiro decorrente de um possível rompimento legal no futuro.

(Máquina do Esportes, http://maquinadoesporte.uol.com.br 11/04/08)



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Falou, pagou

Atlético-PR cobra R$ 486 mil de rádios

REDAÇÃO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

O Atlético Paranaense comunicou, nesta quinta-feira, que passará a cobrar a transmissão de seus jogos das emissoras de rádio. A medida passa a valer a partir do dia 10 de maio, quando tem início o Campeonato Brasileiro de 2008.
Pela emissão de uma partida, o clube fixou o valor de R$ 15 mil. Já o pacote com os 38 jogos do time no torneio nacional desta temporada sai por R$ 456 mil.
As competições que estão em andamento continuarão a ser transmitidas normalmente pelas emissoras de rádio sem qualquer custo. No Campeonato Paranaense, a nova regra entrará em vigor apenas na próxima edição.
A direção clube da capital do Paraná ainda não definiu a tabela de preços para a temporada de 2009, que inclui, além do Brasileiro, o torneio estadual e a Copa do Brasil.
Em nota publicada em seu site oficial, o Atlético explica que a cobrança pela cessão dos direitos radiofônicos se aplica apenas à transmissão integral dos jogos. Flagrantes do evento não estarão sujeitos às taxas, "em respeito ao direito de acesso à informação e liberdade de imprensa".
O clube informou ainda que a formalização dos contratos e o credenciamento para o Brasileiro-08 serão realizados até o dia 22 de abril.

(Máquina do Esporte, http://maquinadoesporte.uol.com.br, 10/04/08)



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O clube social no vermelho

Não são de hoje as críticas sobre a anômala situação de o Departamento de Futebol do Corinthians arcar com boa parte das despesas das atividades sociais do clube.Este permanente financiamento que o futebol suporta para o Clube social causa grande prejuizo ao esporte que é a razão a própria fundação do clube.Este quadro começou a ficar claro quando da parceria com a HMTF. Foi o Fundo americano que - para desencanto dos dirigentes corinthianos- começou a mostrar o "buraco do social". 
Agora temos o publicação dos balancetes do meses de janeiro e fevereiro de 2008 e a esperança era que este vício estrutural do clube fosse alterado.Não é o que mostram os números mesmo após todo o esforço de cortes de gastos que a nova gestão fêz; corte de horas extras,demissão de pessoal, eliminação do desperdício, não conseguiram o tão almejado equilíbrio das contas. O clube social e os esportes amadores continuam  dependendo do dinheiro do Departamento de Futebol profissional para "fechar sua contas". Enquanto o Futebol gerou um superavit de 1.136 m. o Clube Social é deficitário operacional em 1,907m., com um resultado fiscal de 2.718 m.
Isto ocorre com todo esforço do Social em cortar despesas e com o Futebol precisando fazer investimento para recuperar o elenco neste ano em que a chegada de novos jogadores é urgente. A perpectiva de termos - neste ano - um novo déficit do Social  que venha ser suportado pelo Futebol é pior notícia destes balancetes.
Não tenho ilusão. Isto somente será resolvido com a completa separação do Futebol do Departamento Social. Qualquer outra alternativa será apenas para adiar a  solução deste que é o maior problema estrutural do Corinthians. E destaque-se que os atuais dirigentes acreditavam que - com eles - o Social não daria prejuízo. Bastava ser bem administrado e sairíamos do vermelho.
Não é o que mostram os números.      



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Herança Maldita

Demitido, Cilinho é acusado de aliciar garotos para assinarem com empresários

Maurício Oliveira

A primeira denúncia contra a gestão de Andrés Sanchez,eleito presidente do Corinthians em outubro do ano passado ,tem como alvo as categorias de base do Clube e o ex-diretor técnico Cilinho.

De acordo com a acusação do empresário Osmar Rodrigues,conhecido como Tibúrcio,Cilinho incitava garotos da base e seus pais a assinarem contrato com determinados empresários sob ameaça de serem mandados embora.Para isso, utilizava uma pessoa que se identificava apenas como Juarez, diretor do Corinthians. Coincidência ou não, a demissão de Cilinho foi anunciada ontem,em nota do site do Clube.

-Se ficasse só na ameaça, tudo bem. O problema é que Cilinho aumpriu o que disse e mandou embora mais de 20 garotos que já hav sido aprovados pelo técnico do sub-29 ( Adailton Ladeira). Um dos pais dos garotos me procurou revoltado e eu disse que ia denuncira todo mundo- afirma Rodrigues, parte inteeressada no caso por ter levado alguns dos garotos para fazer testes no CT de Itaquera.

Nem ele nem ninguém no Corinthians diz saber quem é Juarez.Rodrigues afirma que fez a acusação diretamente para o presidente Andrés Sanchez, na semana passada, na sede do clube. E recebeu o pedido do dirigente de resgatar todos os que foram mandados embora. Andrés confirma que se reuniu com Rodrihues e com um dos garotos, o zagueiro Bruno, de 19 anos, mas nega que a denúncia motivou a demissão de Cilinho. - Ouvi a denúncia ,mas ficou a palavra de um contra a de outro. A saída de Cilinho nada tem a ver com isso. Ele saiu porque queria investimentos na base, mas o Clube não tem dinheiro para isso-disse Andrés, por meio da assessoria. "O Lance!" ouviu Miguel Marques e Silva, diretor geral da base, mas ele diz que desconhece o caso. Ainda segundo Rodrigues,o ex-supervir Hugo D'Elia, que trabalhava no Clube havia mais de cinco anos ,pediu demissão envergonhado com o caso.Sempre fui transparente, mas prefiro não comentar sobre o Corinthians e sobre esssa história- disse D'Elia, em uma das tentativas da reportagem em falar com ele.

(Lance!, 10/04/08, p. 12)



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Pra Inglês Não Ver

A notícia de que a Inglaterra devolveu o pedido de extradição de Boris Berezovski, e outros, não surpreende ninguém, independentemente dos motivos alegados pelos funcionários ingleses.

A defesa da permanência de oligarcas milionários russos em Londres é uma política do Estado bretão.
Nem pedido da Rússia, da França ou da Suíça, quando atingem esses oligarcas, são aceitos. Seria fantástico se um pedido de país da América Latina recebesse acolhida. Além do mais, lembremos que uma parcela grande do Governo brasileiro, na área do Ministério da Justiça, sempre teve uma postura favorável ao Sr. Boris e companhia, quando estes desejavam vir morar aqui.

Portanto, seria acreditar em contos de fadas o fato de supor que os ingleses concordassem em extraditar qualquer oligarca russo.

A bem da verdade estas questões processuais quase nada têm hoje a ver com o Corinthians. O dano mesmo foi feito lá atrás, quando o Clube resolveu se juntar a pessoas com tantos problemas como esses hóspedes do atual Governo inglês.

Já basta para o Corinthians, o vexame de ter a FIFA tratado o Clube de forma tão desabonadora quanto da emissão de suas normas sobre Clubes e jogadores, editadas em janeiro deste ano.
O Corinthians, hoje, paga com o comprometimento de sua imagem e com dívidas herdadas o malfadado acordo com a MSI, que hoje o Timão tem de bancar.

Isso tudo sem falar que a atual direção, que sempre foi favorável à aproximação com os oligarcas russos, hoje tem a incumbência sinistra de pagar as dívidas da MSI, bem como o encargo quase impossível de receber o que a ex-parceira deve ao Corinthians (mais de R$60 milhões).



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Miss, Túnel, Computador...

"Popular", Corinthians lança computador

THALES CALIPO
Da Máquina do Esporte, em São Paulo

Dentro da idéia de ampliar cada vez mais as opções de produtos com a sua marca, o Corinthians fechou um novo acordo para lançar um computador. O novo artigo licenciado será produzido em parceria com a empresa PC Legal do Brasil, do Sul do país.

"O nosso próximo lançamento será um computador popular, com a cara do Corinthians. O produto será nas cores preto e branco e terá diversos recursos multimídias relacionados ao clube", afirmou Luís Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do clube paulista.

O novo lançamento com a marca Corinthians deve chegar ao mercado em três semanas e custará cerca de R$ 1,4 mil. A comercialização será realizada em todo o país.

Já em relação à possibilidade de realizar a "Miss Fiel", uma espécie de concurso de beleza entre torcedoras corintianas ao longo da Série B, o vice-presidente de marketing do clube afirmou que a realização dessa ação ainda é incerta.

"O que eu falei foi sobre os pedidos dos torcedores, o que eles estavam sugerindo a nós, e não o programa de trabalho do marketing de fato. Então essa idéia, se for mesmo feita, ainda não tem nenhuma previsão", explicou Rosenberg.

Em contrapartida, o Corinthians pretende explorar um novo espaço de publicidade. O clube quer usar o túnel inflável que serve como entrada dos jogadores para o gramado para anunciar a marca de um novo parceiro. As conversas estariam adiantadas com uma grande empresa, cujo nome não foi revelado, e poderia gerar aos corintianos até R$ 2 milhões.

Máquina do Esporte

(Máquina do Esporte, http://maquinadoesporte.uol.com.br/v2/noticias.asp?id=8881, 09/04/2008)



 Escrito por blogdocitadini às 09h23 [] [envie esta mensagem] []






Não tem prá ninguém

Marketing do Timão pretende realizar 'Miss Fiel'

Idéia de concurso com as mais belas corintians veio da torcida

LANCEPRESS!

"Quem é a mais bela corintiana"? Difícil dizer? Para o marketing do Corinthians é, mas não impossível. Este é o mais novo projeto que Luís Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do Timão, deseja tocar nos próximos meses.

Segundo o diretor, são diversos os pedidos dos torcedores que gostariam de acompanhar um concurso voltado apenas para as mais belas corintianas. O Corinthians deve estudar nas próximas semanas como seria possível realizar o "Miss Fiel".

- Podemos ver isso com as empresas que organizam o Miss Brasil, como ficaria. É possível que possamos oferecer metade do valor. Ainda não sabemos como seria, mas é um projeto muito interessante.

O júri do concurso, claro, será totalmente corintiano!

Lancenet.com.br



 Escrito por blogdocitadini às 07h56 [] [envie esta mensagem] []






Marketing engajado

Camisa roxa está vetada em clássicos

Acordo com torcida organizada proíbe uso do terceiro uniforme contra os principais rivais

A camisa roxa do Corinthians é um sucesso de vendas. Na semana passada, o clube anunciou que 30 mil unidades tinham sido vendidas em seis dias. Àqueles que não gostaram do novo uniforme, a diretoria do Timão resolveu ceder a um pedido: está proibido o uso nos jogos contra Palmeiras, Santos e São Paulo.
- O nosso compromisso com a torcida organizada é de não usar a camisa roxa nos clássicos. Não tem brincadeira nesses jogos - conta o vice-presidente de marketing do clube do Parque São Jorge, Luís Paulo Rosenberg.
Essa decisão de acatar a pressão dos torcedores contrários à camisa roxa foi fácil de ser tomada pela diretoria alvinegra. Afinal, com o time na Série B do Campeonato Brasileiro e fora das semifinais do Paulistão, as chances de um novo clássico na temporada é bem mais remota do que o normal.
A única chance de o Corinthians enfrentar um arqui-rival ainda este ano é na decisão da Copa do Brasil. Mas, para isso, além de avançar até a final, o Timão tem de esperar que o Palmeiras, do outro lado da chave, faça o mesmo. Se isso acontecer, serão dois jogos entre os times paulistas.
No Campeonato Paulista, o Corinthians não teve sorte nos clássicos que fez. Empatou com o São Paulo, em jogo marcado por polêmica da arbitragem, perdeu para Palmeiras e Santos, em outro jogo de arbitragem polêmica e que dificultou ainda mais a situação do Timão na briga para ir à fase final.
G1.com.br



 Escrito por blogdocitadini às 07h47 [] [envie esta mensagem] []






Túnel de idéias

Túnel deve render R$ 2 mi aos cofres do Corinthians

TimãoNet - Thiago Augusto Rodrigues (Fonte: Globo Esporte)

Na busca por recursos para ajudar na quitação da alta dívida do Corinthians, o clube do Parque São Jorge vai inovar na Série B do Campeonato Brasileiro para reforçar os cofres alvinegros. Em todos os jogos do time na segunda divisão, o time vai entrar em campo por um túnel inflável. A ação deve render até R$ 2 milhões.

Como? A diretoria de marketing venderá o patrocínio a uma grande empresa (acordo está perto do acerto), que estampará sua marca por todo o túnel, principalmente na parte da frente, abaixo de um símbolo do Corinthians. Na entrada dos jogadores em campo, essa parte frontal do túnel será rasgada pelo primeiro jogador a entrar.

- Temos de começar a vender propriedades de marketing que ainda não foram exploradas. Este ano é de consolidação. Ano que vem é que vamos começar a colher os frutos desse trabalho - comenta Luís Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do Timão.

O torcedor do Corinthians também será beneficiado pelas ações de marketing planejadas pelo clube na Série B. Em parceria com outra empresa, sem ser a que deve patrocinar o túnel, o Timão sorteará uma pessoa filiada ao projeto Fiel Torcedor a cada jogo da competição para acompanhar o time de perto.

A pessoa contemplada terá direito a viajar com a equipe (isso quando o jogo for fora de casa) e a entrar com o elenco em campo vestida igual aos jogadores. Antes de a partida começar, o torcedor posará junto com os atletas para uma foto, que depois será exposta no memorial localizado no clube.

- Ao final da Série B serão 38 quadros, com os torcedores sorteados nas fotos, que representarão a nossa passaem pelo purgatório - declara Rosenberg. Até o momento, são aproximadamente 3 mil torcedores no projeto Fiel Torcedor. A intenção é aumentar esse número durante a competição.

Timaonet.com.br



 Escrito por blogdocitadini às 07h43 [] [envie esta mensagem] []






Fraco de números

Erro de cálculo.

Andres Sanchez está decepcionado com o número de assinaturas da Timão TV, pouco mais de mil, segundo ele. Esperava pelo menos 200 mil assinantes.

(Folha de S.Paulo, Folha Esporte, Painel FC, 08/04/2008)

Comentário do Blog do Citadini: O forte do Departamento de Marketing corinthiano não são os números. Na semana em que anunciou a TV Timão, os marketeiros falaram que o projeto traria "livres" para o Clube "uns 800 mil reais" por mês. Depois, tivemos fotos, entrevistas, TVs, jornais etc e depois... silêncio. Bem, neste caso, o fato de o Flamengo informar que o projeto dele (TV Fla) - que é identico ao do Corinthians - não andava bem das pernas já sinalizava dificuldades. Agora, com as palavras do Presidente corinthiano, vemos que há problemas também no nosso. Menos grave do que o ocorrido com a tal camisa "Eu nunca vou te abandonar", feita por uma empresa de Poá (já que a Nike não é boa neste tipo de empreendimento). Nos primeiros 30 dias falavam maravilhas sobre o lucro da tacada, informando que o Timão já teria recebido (limpos) perto de um milhão de reais. Quase tudo que o Corinthians contratou nos primeiros dias do ano foi dito que se tratava do dinheiro de tão vitorioso projeto. Na semana passada (no JT) o vice de marketing informava que até agora - 3 meses depois - o tal projeto já rendeu "uns 540 mil" pro Timão. Fiquemos calmos e confiantes. O vice de marketing anunciou ontem que o Corinthians lançará o projeto... Miss Timão. E este vai ser de dar inveja para qualquer outro time.



 Escrito por blogdocitadini às 07h21 [] [envie esta mensagem] []






Na Fazendinha


Timão quer fazer dinheiro no Parque S. Jorge


Diretoria quer lucrar mais em casa na Série B do que nos jogos no Pacaembu


Leandro Canônico Leandro Canônico Do GLOBOESPORTE.COM

Diário de S.Paulo


Atualmente, o Parque São Jorge é usado apenas para treinos do Corinthians


A diretoria do Corinthians pretende ganhar mais dinheiro nos jogos realizados no Parque São Jorge do que nos que fizer no Pacaembu durante a Série B do Campeonato Brasileiro. Esse é o plano de Luís Paulo Rosenberg, vice-presidente de marketing do Timão. Primeiro, no entanto, o estádio precisa ser liberado.


- Nós queremos fazer do Parque São Jorge um dos lugares mais aconchegantes para um jogo de futebol. E dá para ganhar mais dinheiro nos jogos lá, com 15 mil pessoas, do que no Pacaembu com 30 mil e no Morumbi com 40. É só baixar o preço do ingresso popular e fazer a numerada por R$ 100 – explica Rosenberg.


Caso o Parque São Jorge seja liberado por prefeitura, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Vigilância Sanitária, o Corinthians deixará de arcar com os gastos de aluguel de um estádio. Mas só isso não basta para que o clube consiga atingir as cifras pretendidas. O plano da construção de uma praça de alimentação e camarotes pode ajudar.


* - Já contratamos uma arquiteta para planejar a reforma do Parque São Jorge e projetar camarotes de primeira linha. Além disso, temos um projeto de integração com o ginásio para criar uma praça de alimentação - acrescenta o dirigente.


A intenção inicial é que sejam construídos oito camarotes. Como não serão todos os jogos da Série B realizados no Parque São Jorge (a maioria será no Pacaembu), esses camarotes renderão menos dinheiro do que o São Paulo, por exemplo, consegue com os do Morumbi - aproximadamente R$ 250 mil por ano em cada.


O projeto dos camarotes vai aumentar a capacidade da Fazendinha, como é conhecido o local. Mas não muito. Atualmente, o Parque São Jorge conta com 15 mil lugares – seis mil nas numeradas e nove mil lugares mais populares.


Inicialmente, o Corinthians não pretende gastar mais do que R$ 1 milhão na reforma do Parque São Jorge. O início das obras ainda não tem data definida.


G1

(Globo Esporte, http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Corinthians/0,,MUL391672-4402,00.html, 07/04/2008, 20h35)



 Escrito por blogdocitadini às 21h22 [] [envie esta mensagem] []






No "Caso da Escola Base" a Mídia Tinha Razão

Em março de 1994, estourou na Imprensa uma notícia que chocou todo o País: a Escola Base, um centro de educação infantil do bairro da Aclimação, em São Paulo, era acusada de cometer abuso sexual com seus alunos. Seis pessoas seriam as responsáveis pelo crime, entre elas os proprietários da escola, os transportadores das crianças e colaboradores. Foi um massacre midiático, com matérias e mais matérias, relatadas a partir de afirmações de um tal delegado Edélcio Lemos, que geraram um clamor público de tal ordem, e culminaram com a invasão do prédio da escola e sua destruição pela população.
Os envolvidos chegaram a ser presos e a massacrante publicação da mídia destruiu a vida dessas pessoas e profissionais.
Era tudo um equívoco. Erro do delegado Edélcio Lemos e de todos os jornais, rádios e TVs que, nos dias atuais, já foram condenados judicialmente pela descabida cobertura e divulgação que efetuaram.
Apenas um único órgão de Imprensa se recusou a participar deste massacre.
Relembro, ainda hoje, quando estávamos no segundo e terceiro dias do malfadado massacre jornalístico, num restaurante no centro da cidade, encontrei-me com Jorge Miranda Jordão, velho e calejado jornalista, que dirigia o Diário Popular, veículo líder em vendas nas bancas e com tradicional cobertura na área policial. Indaguei de Miranda Jordão por que o Diário era o único jornal que não publicava nada a respeito do Caso Escola Base, que à época estava começando. Miranda Jordão foi curto e direto: "é tudo mentira desse delegado." Tomei um susto e o lembrei que todos os jornais, rádios e TVs estavam dando amplo espaço para o ocorrido. Miranda foi mais duro ainda e disse: "quem sabe cobrir notícias da polícia somos nós do Diário Popular e não vamos dar nenhuma linha para esse farsante desse delegado" (aonde cito "farsante", ele disse uma palavra impublicável). Falou mais, que o mesmo delegado já tentara outras vezes publicar matérias em jornais e o editor, sempre preocupado em checar as notícias, sempre descobria que se tratavam de coisas inventadas.
Chegando a casa à noite, quando assistíamos ao noticiário pela TV, quando minha mulher, Eliane, que fazia fé no noticiário, dizia-se estarrecida com o que aconteceu, falei-lhe que Miranda Jordão, do Diário Popular, explicou-me que era tudo mentira.
Nos dias seguintes, passamos a acompanhar o caso e especialmente a ler o Diário Popular, que nada publicava sobre o pretensamente ocorrido.
Cinco ou seis dias após meu encontro com Miranda Jordão, assistíamos a um aumento no massacre jornalístico, já então com prisões, depredações e toda espécie de nota desagradável contra os acusados. Avolumavam-se a cada dia as notícias negativas contra os donos da pequena escola. Tomei então a iniciativa de ligar para Miranda Jordão no Diário Popular e mais uma vez coloquei que todos estavam dando ampla cobertura e eu não via nada no Diário Popular.
O caso já ocupava dez ou doze dias na mídia, com bombásticas afirmações, e ele, jornalista de fibra, dizia: "é tudo mentira". E esclareceu, que no dia seguinte o Diário traria uma nota justificando por que nada divulgara a respeito do caso. No dia seguinte, o Jornal, que era o maior especialista em cobertura policial, dava em curtas palavras as razões por que nada publicava.
Isso tudo foi em 1994, depois a história todo mundo conhece. Miranda Jordão estava certo, o delegado era um farsante, e toda a Imprensa paulista já recebeu todo tipo de condenação. Mas a verdade é que quando me falam do caso Escola Base, lembro-me não dos erros massacrantes cometidos pelos veículos da mídia, mas sim do guerrilheiro solitário, que sendo escravo da notícia e do bom jornalismo, nada publicou.
Hoje o jornal Diário Popular não existe mais, pois foi comprado pelas organizações Globo e se chama Diário de S.Paulo. Miranda Jordão, pelo que sei, foi para o Rio de Janeiro.
Não entendo essas entidades de classe de jornalistas, por que não fazem um busto em homenagem a tão merecedor profissional!
Há um completo silêncio em relação àqueles que agiram corretamente.
Creio que a grande mídia tem vergonha do que fez e mais envergonhada ficaria ao se lembrar que um de seus veículos não fez.
Quando me lembro do Caso Escola Base, sei que a Mídia estava certa, isto é: a parcela representada por Miranda Jordão, no "Caso da Escola Base". Aqui, sim, a Mídia Tinha Razão!

Nota:"O Diário Popular atualmente Diário de S. Paulo foi o único a não publicar matérias sobre a Escola Base, mesmo tendo sido o primeiro veículo a receber a notícia sobre os possíveis abusos sexuais e com um possível furo nas mãos. Paulo Breiten Vieser era o editor de polícia do Jornal à época. Em dúvida sobre a veracidade das informações dadas pelo delegado Edélcio Lemos, desconfiança gerada por uma rusga entre os dois (uma semana antes do desenrolar dos acontecimentos da Escola Base Edélcio havia apreendido de forma arbitrária o filme de um fotógrafo do Diário), Paulo pediu para seu repórter Antônio Carlos Silveira dos Santos redigir uma matéria bastante técnica com as (poucas) informações que tinha. De posse desta, ele a levou para Jorge de Miranda Jordão, diretor responsável do jornal. Não publicar foi a sua opção. Ele fez o que ninguém “percebeu”: analisar as contradições do caso."
Conforme GUSTAVO GUEDES BRIGATTO, PAULO RODRIGO RANIERI DIAS MARTINO PINTO, THIAGO RAFAEL DOMENICI, "ÉTICA NA IMPRENSA BRASILEIRA NA DÉCADA DE 90 E AS LIÇÕES DO CASO ESCOLA BASE", trabalho de graduação apresentado à Universidade Presbiteriana Mackenzie, orientados pelo Prof. Ms.Vanderlei Dias de Souza, São Paulo, 2004, apud http://escola.base.sites.uol.com.br/monografia.pdf



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Barraco Tricolor

MAIS DO CASO FÁBIO SANTOS

por André Kfouri

O atraso de Carlos Alberto ao treino de sexta-feira foi o motivo da antecipação do horário da concentração para o jogo contra o Juventus. Desnecessário dizer que ninguém gostou de saber que teria de se apresentar na noite de sexta, ao invés da manhã de sábado. Mas Fábio Santos foi quem mais se incomodou, e responsabilizou Carlos Alberto. Não deve ter sido bonita a cena no corredor dos quartos do Centro de Treinamentos do São Paulo, quando Fábio chegou, muito nervoso, e começou a discutir com o meia. O tempo esquentou entre eles. Há uma versão de que um objeto foi atirado na direção de Fábio Santos, e que esse objeto atingiu o alvo. Segundo a mesma versão, Adriano (1.90m, 97kg) e Alex Silva (1.92m, 80kg), juntos, tiveram alguma dificuldade para conter Fábio (1.82m, 75kg), que, após o entrevero, abandonou a concentração. Como se sabe, o volante levou 29 dias de suspensão. Mas a cúpula são-paulina também perdeu a paciência com Carlos Alberto, que está afastado "oficialmente" por conta de problemas físicos. Não se surpreenda se o meia (protagonista de pequenas indisciplinas, como uma brincadeira de mau gosto com um companheiro, dentro do Reffis, na última quinta-feira) não jogar mais pelo São Paulo. Quanto a Fábio Santos, a punição pode ser revista, apesar de a diretoria negar a possibilidade. Alguns jogadores pretendem interceder para que Fábio volte antes. A fonte que me informou ontem à noite disse que, além do fato de Fábio Santos ter abandonado a concentração, não havia acontecido nada de muito importante. Como se vê pelo relato acima, não foi bem assim. Minha obrigação é contar o que sei, quando sei. Agora tudo faz mais sentido.
André Kfouri

(Lance!, http://lancenet.com.br.blogscolunistas/akfouri, 06/04/2008, 23h22)

Comentário do Blog do Citadini:
Em uma situação normal esta matéria não passaria por este blog. No entanto, o silêncio da Mídia (rádios, TVs, jornais) é de tal monta que "tomo" o texto de André Kfouri somente para informar nossos blogueiros. Acrescento apenas que "barraco" não tem faltado lá pelos lados da V.Sônia. Só fica de fora das notas de imprensa. Como prega a tradição.



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Não deu


Peixe ajuda,mas Timão perde e esta fora


Corinthians perde por 3 a 2 do Noroeste, desperdiça ajuda rival e fica fora do Paulistão


GLOBOESPORTE.COM Em Bauru (SP)


A incompetência tirou o Corinthians da semifinal do Campeonato Paulista. Mesmo com um time praticamente reserva, o Santos ajudou o arqui-rival e empatou por 2 a 2 com a Ponte Preta. Mas no estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, o Timão vacilou, perdeu por 3 a 2 do Noroeste e ficou fora das semifinais.


Peixe ajuda, Timão vacila e André Santos, de novo, salva


O primeiro lance do jogo em Bauru deu indícios de que o Corinthians seria soberano na partida. Logo de cara, Carlão recebeu de Dentinho na esquerda e cruzou. O goleiro Fabiano vacilou, e André Santos acertou a trave. Empolgado, o Timão tomou a iniciativa da partida e partiu para o ataque, mas de maneira desorganizada.


Na arquibancada, a torcida ligada no jogo do Santos com a Ponte Preta comemorou como se fosse do Corinthians o gol de Kléber Pereira na Vila Belmiro, aos 10 minutos. Mas a vitória parcial do Peixe pareceu não empolgar tanto os jogadores dentro de campo. Perdido, o time do técnico Mano Menezes deu espaço ao Noroeste.


Tanto que, aos 30 minutos, Edno recebeu sem marcação na grande área e encobriu o goleiro Felipe: 1 a 0 para o Noroeste. A lamentação corintiana em Bauru foi maior ainda porque pouco depois, na Vila Belmiro, Luís Ricardo empatou para Ponte Preta.


Mano Menezes, então, resolveu ousar. Sacou Carlão e colocou o atacante Finazzi para formar um trio ofensivo com Dentinho e Herrera. Mas foi um lance isolado que deu o empate ao Timão. Aos 44 minutos, em cobrança de falta sofrida por Fabinho, André Santos balançou a rede do goleiro Fabiano. Foi o quarto gol do lateral nos últimos três jogos.


Enquanto isso, no estádio do Morumbi, o São Paulo já vencia o Juventus por 2 a 0, resultado que não serviria ao Corinthians na briga pela vaga na semifinal.


Pressão, reação e, como sempre, vacilos


A mesma pressão que o time do Parque São Jorge fez nos primeiros minutos da etapa inicial foi vista no começo do segundo tempo. Sem dar espaços ao Noroeste, o Timão chegou com força ao ataque aos 9 minutos, mas Herrera não pegou bem na bola de fora da área. Ao menos, o desvio do goleiro Fabiano rendeu escanteio.


O tiro de canto, aliás, foi o primeiro de uma seqüência de quatro que o Timão teve até os 12 minutos. Mas nenhum deles levou muito perigo ao gol de Fabiano. A notícia que viria em seguida desanimaria os corintianos: gol da Ponte Preta. De falta, aos 14 minutos, Renato virou o jogo para o time de Campinas, na Vila Belmiro.


Mas o Corinthians não desistiu. A equipe alvinegra continuou com o domínio do jogo, enquanto o Noroeste só arriscou nos contra-ataques. E o resultado da persistência veio aos 29 minutos. Bóvio lançou Acosta, que ajeitou para André Santos. O ala cruzou rasteiro e Finazzi apareceu para completar para o gol.


A comemoração, porém, durou pouco. Aos 31 minutos, o Noroeste empatou o jogo. Edylton cruzou da direita, mas um erro de conclusão do seu companheiro fez a bola voltar para ele. E, de voleio, o lateral do Norusca acertou o gol de Felipe.


E a situação ainda pioraria. Aos 41 minutos, Leandrinho recebeu a bola em contra-ataque, entrou na grande área e tocou na saída do goleiro Felipe. Os gols foram ainda mais sentidos porque o Santos empatou com a Ponte no final.


G1.com.br


(Globo Esporte, http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/Futebol/Corinthians/0,,MUL389934-4402,00.html, 06/04/2008)



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1925: O Tetra perdido

Esta é uma reprodução do vigésimo-quarto capítulo do livro "NECO, O PRIMEIRO ÍDOLO", de Antonio Roque Citadini, que narra o nascimento do Corinthians e a saga do craque Neco.

A conquista do tricampeonato (1922/1923/1924) é largamente comemorada pelos corinthianos com festas, bailes, medalhas e destacada distinção a Neco, que defendia a agremiação desde sua fundação. Além do campeonato, o clube fica definitivamente com a posse da Taça "Cidade de São Paulo", ganhando posição de vanguarda no futebol paulista. Neco, aguerrido jogador do Corinthians, fundador do clube, consagrado no time e nas seleções brasileira e paulista, é o veterano líder da equipe. Reconhecido pelos adversários como jogador difícil de ser vencido, Neco caminha para seus 30 anos apresentando problemas físicos, próprios de um jogador em período amador do futebol. Trabalha durante toda a semana, como pintor ou em serviços de marcenaria, ou ainda como empregado do comércio, dedicando-se ao futebol apenas em finais de semana e nos dias em que não há muito trabalho. Neco encarna o espírito de dedicação e luta, que caracteriza seu clube, sempre enfrentando dificuldades financeiras.

Em agosto, Neco casa-se com Adalgisa Guganis, professora de bordado, e irmã do jogador Barthô, com quem se defrontou várias vezes. O casal constitui uma típica família de classe média paulistana que surge com a transformação da cidade em grande pólo comercial e industrial.

Ainda entre as comemorações pelo tricampeonato, o Corinthians inaugura a temporada de 1925 com amistosos e viagens ao interior, desfrutando do grande prestígio de que goza a equipe e, em especial, o jogador Neco, centro de homenagens e distinção por parte dos torcedores. No dia do aniversário da cidade, o Corinthians participa da inauguração do campo da Portuguesa (com capacidade para 800 pessoas), e vence o Braz Atlético por 4x0, com Neco marcando dois dos gols do alvinegro. Nos primeiros dias de março, o Corinthians vai a Catanduva e vence o Comercial (5x0); e no mês consecutivo, a São Carlos, desta vez, sem a presença de Neco. Joga também contra: o São Bento (1x3); o Flamengo (3x0 e 0x1); o Sírio (0x0). Vai a Americana disputar com o Rio Branco (2x1), e, por fim, em dezembro, vence o Santos (3x1).

O Corinthians começa o Campeonato Paulista perdendo para o Santos (1x0), na Vila Belmiro, com Neco fazendo boa partida, todavia o alvinegro dá mostras de que não detém a mesma força dos campeonatos anteriores. No segundo jogo, o Corinthians recupera-se e goleia o Internacional (4x0), sendo dois gols de autoria de Neco. No terceiro jogo, o Corinthians vence a Portuguesa (2x0), e Neco, veterano atacante, é o grande destaque da partida, e demonstra ser a grande arma do alvinegro na temporada, marcando um dos gols do seu time. Posteriormente, o Corinthians enfrenta seu tradicional adversário: o Palestra Itália, vencendo-o por 3x0, em pleno Parque Antárctica, com grande atuação de Neco. Nos jogos seguintes, o alvinegro goleia a AA das Palmeiras por 4x1, e vence o S. Bento, com outra grande partida de Neco. O dianteiro corinthiano volta a marcar na goleada contra o Sírio (4x2). O alvinegro continua sua boa campanha e vence, no final de junho, o Germânia (1x0) colocando o time na luta direta pelo título de 1925.

O certame paulista, suspenso para a disputa de seleções, recomeça em outubro, quando o Corinthians vence o Ypiranga (2x0), e empata (2x2) com o Auto Esporte FC (equipe que sucedia ao Minas Gerais e ao Braz Atlético). O campeonato começa a mudar para o Corinthians no jogo seguinte, quando o alvinegro perde para o Paulistano (1x0), dificultando a luta pelo título que seria conquistado por uma terceira equipe: o S. Bento. O campeonato encerra-se de forma tumultuada, e o Paulistano abandona a federação. O Corinthians fica em segundo lugar, sem conseguir o almejado tetracampeonato.

No início do campeonato de seleções estaduais de 1925, Neco não tem grande participação, em razão de suas condições físicas, que o impedem de participar de alguns jogos. A recuperação de suas contusões era cada vez mais lenta. Ainda assim, Neco, por vezes, insiste em jogar, mesmo sem apresentar bom preparo. Não participa do jogo inicial, quando os paulistas vencem os paranaenses, mas atua contra os gaúchos, derrotados por 4x0, ocasião em que marca um dos gols, sendo um dos destaques da equipe. Na vitória contra a seleção do Pará, por 3x0, Neco volta a sobressair-se. No jogo final, os paulistas empatam com os cariocas, e Neco marca o gol de sua equipe e tem valorosíssima atuação, sendo elogiado pelas crônicas paulista e carioca. Os cariocas vencem a partida de desempate por 3x2, e Neco envolve-se em episódio, que se tornaria famoso, com o jogador Carlos Nascimento. Agredido com um chute nas costas, Neco volta-se contra o carioca, desferindo-lhe alguns sopapos, e o público afirma que, mais uma vez, Neco teria se utilizado de uma cinta na revanche, o que parece ser pouco provável.

O selecionado brasileiro inicia preparação para a disputa do sul-americano, e Neco participa dos treinos, inclusive em jogo contra o Corinthians, mas recusa-se a acompanhar a seleção brasileira para o Sul, sem sua família. Casado, jogador veterano consagrado, Neco afasta-se da esquadra nacional, para não se apartar da família.
O ano de 1925 termina e Neco deixa definitivamente a seleção brasileira, sem conquistar qualquer título: quer pelo Corinthians, quer pelo selecionado paulista.
Era jogador experiente, respeitado por todos, mas em fase de declínio no que concerne a sua vitoriosa carreira esportiva.


(Antonio Roque Citadini, "Neco, o primeiro ídolo", Geração Editorial)



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