O anúncio do corintiano Andres Sanchez de que solicitou urnas eletrônicas para a eleição de janeiro não acalmou a oposição. O candidato Paulo Garcia diz que a medida será inócua se não forem esclarecidas as suspeitas de que há sócios-eleitores em situação irregular.
Naturais de Ribeirão Preto, Lourenço e Lourival são uma dupla sertaneja que mostra o caráter e a beleza de nossa música de raiz. Ao longo de mais de 45 anos de estrada, fizeram registros que homenageiam nossa cultura, tendo obtido inclusive projeção no exterior.
A rivalidade entre Corinthians e Palmeiras é parte da história destas duas equipes, pautando-se por provocações e apaixonadas disputas que dispensam comentários. É este o contexto que foi perpetuado na simpática música que vocês podem acompanhar agora.
Corinthians e Palmeiras Tem corinthiano aí? Tem, sim, senhor! Tem palmeirense aí? Tem, sim, senhor!
Quando o Corinthians ganha Lá no bar o samba esquenta Quando o Palmeiras ganha Não há macarrão que aguenta
Fique Sabendo Periquito palmeirense Que o Corinthians ainda te pega Pra cortar a tua asa
Em pouco tempo Você fica depenado Te botamos no espeto Pra assar você na brasa
Tem corinthiano aí? Tem, sim, senhor! Tem palmeirense aí? Tem, sim, senhor!
Quando o Corinthians ganha Lá no bar o samba esquenta Quando o Palmeiras ganha Não há macarrão que aguenta
Passar na brasa? Você já disse besteira Quando jogar com o Palmeiras Não vão ver a cor da bola
O corinthiano Que se diz campeão da massa Só sabe tomar cachaça E quando fala a língua enrola
Tem corinthiano aí? Tem, sim, senhor! Tem palmeirense aí? Tem, sim, senhor!
Quando o Corinthians ganha Lá no bar o samba esquenta Quando o Palmeiras ganha Não há macarrão que aguenta
Viva o Corinthians! Campeão do Centenário! Não tem medo do Palmeiras Timinho que não aguenta
É o Corinthians Que sabe chutar o couro O Palmeiras, coitadinho, Só sabe comer polenta
Tem corinthiano aí? Tem, sim, senhor! Tem palmeirense aí? Tem, sim, senhor!
Quando o Corinthians ganha Lá no bar o samba esquenta Quando o Palmeiras ganha Não há macarrão que aguenta
Viva o Palmeiras! Aonde só tem campeão E no time do Corinthians Só tem perna de pau
E dessa vez vão levar de dez a zero Vocês vão ficar sabendo Que o Palmeiras é o tal
Tem corinthiano aí? Tem, sim, senhor! Tem palmeirense aí? Tem, sim, senhor!
Quando o Corinthians ganha Lá no bar o samba esquenta Quando o Palmeiras ganha Não há macarrão que aguenta
Pros corinthianos Vai nosso abraço apertado Pra torcida do Palmeiras, Vai nosso aperto de mão
Nossa desculpa por essa brincadeira É o Corinthians e o Palmeiras Alegria do povão
Tem corinthiano aí? Tem, sim, senhor! Tem palmeirense aí? Tem, sim, senhor!
Quando o Corinthians ganha Lá no bar o samba esquenta Quando o Palmeiras ganha Não há macarrão que aguenta
Carlinhos Vergueiro lançou-se em 1973 no meio artístico, ao gravar dois compactos, à época trabalhava na Bolsa de Valores de São Paulo. Conquistou projeção nacional ao vencer o Festival Abertura da Rede Globo, em 1975, com sua canção 'Como um Ladrão'. Compôs com nomes do nível de Vinícius de Moraes, Paulinho da Viola, João Nogueira, entre outros, e também trabalhou como produtor de discos de Geraldo Filme, Nélson Cavaquinho, Chico Buarque e Candeia.
Nação Corinthiana (Carlinhos Vergueiro)
Tira dos olhos do povo a lágrima da humilhação, Junta a galera de novo num choro feliz da emoção, Briga, sacode a poeira, levanta a bandeira tribo soberana, Mais que brasileira és corinthiana, Tu és a mais bonita das nações.
É gol, Explodem corações, Lá na Camisa 12, nos valentes Gaviões. É gol, Vingança do povão,
Meu São Jorge guerreiro derrotou mais um dragão
Benedito Lauro
D'Ávila, radialista brasileiro, apresentou na década de 1930 o programa de
calouros "Quá-Quá Quarenta", da Rádio Record, em São Paulo, ao lado de Otávio
Gabus Mendes. Ávila compôs em 1952 o atual hino oficial do Corinthians,
batizando-o inicialmente de "Campeão dos Campeões". Logo conquistou o apreço dos
torcedores, com total apoio, o que transformou esta numa das mais populares
canções do gênero no país. Acompanhe aqui a notável interpretação da Banda do
Corpo de Bombeiros do Estado da Guanabara.
Hino Do Corinthians (1952)
(Lauro
D'Avila)
Salve o Corinthians, O Campeão dos
Campeões, Eternamente Dentro dos nossos corações.
Salve o
Corinthians De tradições e glórias mil; Tu és o orgulho Dos esportistas
do Brasil.
Teu passado é uma bandeira, Teu presente, uma
lição Figuras entre os primeiros Do nosso esporte
bretão.
Corinthians grande, Sempre Altaneiro És do Brasil O
clube mais brasileiro.
A Globo divulgou suas melhores audiências no futebol, em São Paulo, no primeiro semestre. Eis os 10 jogos mais vistos: Brasil x Argentina, Eliminatórias, 40 pontos; Sport x Corinthians, Copa do Brasil, 38; Corinthians x Sport, Copa do Brasil, 35; Palmeiras x São Paulo, Paulista, 32; São Paulo x Fluminense, Libertadores, 31; Paraguai x Brasil, Eliminatórias, 31; Santos x Corinthians, Paulista, 30; Corinthians x Botafogo, Copa do Brasil, 30;
Comentário do Blog do Citadini: Na relação de maiores audiência da Globo, publicada pelo Juca, oito (8) jogos tiveram mais de 30 pontos no Ibope; quatro (4) jogos (50%) foram do Corinthians; dois, da Seleção Brasileira; São Paulo e Palmeiras dividiram o que sobrou (2). E ainda querem saber porque a Globo transmite os jogos do Timão.
Duas matérias do Valor sobre a crise cambial (clique aqui). Uma, do melhor repórter financeiro do país, o Luiz Sérgio Guimarães. Ele mostra o desastre que foi o “swap reverso”, explica que a especulação de ontem nada tem a ver com o chamado “dólar pronto” – que foi objeto de leilão por parte do BC -, que é movimento puramente especulativo. “Da mesma forma que o BC errou ao permitir, em 2006, que o dólar caísse abaixo de R$ 2,00, equivocou-se agora, no início do mês, ao autorizar que superasse os R$ 2,00. Ele optou pela estratégia de apenas observar a alta enquanto ajudava, via leilão de swaps cambiais, os bancos a se livrar dos hoje ruinosos (antigamente, ultrarentáveis) swaps reversos. É informação da mais alta relevância. Depois dos enormes lucros do mercado com os “swaps reversos”, na fase de queda do dólar, o BC entrou e, bancado pelo Tesouro, ajudou a tirar o mico das mãos dos bancos. Tem mais. O sistema financeiro já estava desmontando suas posições de câmbio, enquanto a pesquisa semanal Focus, do Banco Central, continuava apontando estabilidade do dólar este ano e no próximo. Como fica? A Tesouraria dos bancos não estava acreditando em seus economistas? Ou foram instrumentos para manter o dólar baixo enquanto os baixos saíam de suas posições cambiais? A segunda matéria mostra mais uma empresa, a Votorantim, saindo das posições de swap com o dólar nas alturas. Como é empresa de capital fechado não dá para saber seu prejuízo. As matérias informam também de empresas que começam a contestar judicialmente essa operação com os bancos. Enfim, o BC conseguiu o que se alertava há tempos. Manteve um câmbio irreal, para poder proporcionar lucros extraordinários ao sistema. Permitiu operações de alto risco para calar a boca dos grandes exportadores. E agora deixa o país nessa situação. TCU e Ministério Público: é sua vez.
O escândalo do swap reversoColuna Econômica - 03/06/2008 O Ministério da Saúde está em uma luta insana para obter R$ 20 bilhões adicionais, que garantiriam a universalização do acesso a medicamentos no país. Do ano passado a maio deste ano, a mesa de operações do Banco Central, com apenas uma operação – o “swap reverso”, operação no mercado de derivativos -- deu um prejuízo de R$ 10 bilhões ao Tesouro, e um lucro correspondente ao sistema bancário. Não há caso de Banco Central no mundo que opere no mercado de derivativos – mercado altamente volátil onde é ampla a possibilidade de atos discricionários por parte das autoridades monetárias. (...) Quando os juros aumentam, o BC perde nas duas pontas: nos contratos de câmbio que compra e nos contratos de juros que vende. Por isso mesmo, vender “swap reverso” em um período de elevação de juros é crime contra o patrimônio público. Em 2002, o então presidente do Banco Central Armínio Fraga instituiu o swap simples. Nele, o BC vendia contratos futuros de câmbio. A explicação é que, através dos “swaps” o BC poderia atender à demanda de dólares por parte das instituições sem colocar a mão nas reservas cambiais. Na prática, induziu todo o mercado a apostar na desvalorização cambial – quanto maior a desvalorização, maior o ganho de quem comprou os “swaps” do BC. Quando o câmbio se equilibrou e voltou a se apreciar, o BC acabou com a operação de “swap” e passou a estimular o “swap reverso”. (...) Tudo bem que papel da política monetária não é dar lucro ao Banco Central, mas alcançar objetivos maiores – como os de deter a queda do dólar. Concretamente, o efeito tem sido nulo. O pais perdeu R$ 10 bilhões, jogados pela janela, e o dólar não deixou de cair. Suponha-se a situação inversa: uma crise cambial que provocasse uma enorme desvalorização do real. Pelas quantias envolvidas no “swap cambial” haveria o risco concreto de uma crise sistêmica, obrigando o BC a intervir no mercado para salvar as instituições. O BC está agente de criação de futuros riscos sistêmicos. É bom que os operadores do BC se dêem conta. Estão atuando contra o Estado brasileiro, queimando dinheiro público. Essa operação tem contornos que permitem desde a abertura de uma CPI até de um inquérito por parte do Ministério Público. Quando o tiroteio começar, dança quem deu as ordens; dança quem cumpriu.
Andres Sanchez recebeu ontem, na véspera de completar um ano na presidência do Corinthians, a visita do opositor Paulo Garcia. Seu adversário político fez questionamentos sobre uma suspeita de que cerca de 2.500 sócios em situação irregular votaram na última eleição. Acertaram que Garcia levará ao Parque São Jorge homens de sua confiança para investigar as supostas fraudes junto com gente indicada por Andres. O futuro candidato da oposição ao cargo em 2009 diz estar preocupado só com a legitimidade do pleito.
Sentados.
A Diretoria do Corinthians foi interrogada há cerca de 20 dias por Conselheiros sobre as supostas fraudes, que teriam ocorrido também em outras eleições. Não tiveram resposta formal.
(Folha de S.Paulo, Folha Esporte, Painel FC, 09/10/2008)
A oposição corintiana estranhou membros da cúpula do clube comentarem que gostaram da vitória de Gilberto Kassab no primeiro turno. Avaliam que, como Andres apoiou Marta Suplicy, se não for média, houve racha.
(Folha de S.Paulo, Folha Esporte, Painel FC, 09/10/2008)
A Série B, de Brasil, não está sendo suficientemente forte para botar à prova o time do Corinthians
NÓS, CORINTIANOS , somos os tais que temos um time em vez de o time nos ter, na frase imortal do saudoso jornalista José Roberto de Aquino. Nós, corintianos, temos a mania de nos bastar, de ir ao estádio para nos curtir, às vezes mais mesmo até do que curtir o time. Porque nem sempre o time é daqueles de se curtir. Mas nós, não. Seja qual for o nosso estado de espírito, nada como um estádio repleto de nós. Temos uma incrível capacidade de lidar com a frustração, tanto que já jejuamos por 22 anos e, mesmo assim, em vez de emagrecer, engordamos. E como! Consolidamos nossa maioria em tempos de seca, tornamo-nos insuportavelmente ainda mais numerosos nos tempos de colheita e nos demos até ao luxo de provar que a Série B, de Brasil, pode ocupar o espaço antes dedicado à Série A, hoje de Argentina, mas, quando nela estávamos, então A de América, que é maior que o Brasil. Como voltará a ser, aliás, em 2009, para sossego da TV, atrás da audiência perdida. Só não podemos cair na armadilha da arrogância, coisa típica de quem come mortadela como se fosse caviar, característica dos emergentes, das minorias que, quando vêem doce, se lambuzam, da gente que se deslumbra com vitórias circunstanciais, que não têm a verdadeira dimensão do épico, do dramático, do visceral. Porque a par dos méritos inegáveis de Mano Menezes, da contribuição de zagueiros como William e Chicão, dos golaços de André Santos, da devoção de Herrera, os adversários são tão fracos que não só perdem para si mesmos e derrapam sempre que podem se aproximar como não serviram para avaliar o poderio do nosso time. André Santos, por exemplo, marca mal. Douglas e Morais, de belos toques, passes e lançamentos, precisam ser testados em momentos de decisão. E assim por diante. Nós, corintianos, alegre bando de loucos, não podemos nos iludir. Sejamos humildes, reconheçamos nossos erros recentes como quando nos igualamos aos demais e fechamos os olhos diante de uma vitória fugaz, a de 2005, na contramão das nossas origens, sempre de ônibus, jamais de carrão. Nós, corintianos, devemos manter os vínculos entre as arquibancadas e os gramados, sem permitir que aventureiros, venham de onde vierem, nos conduzam para armadilhas que são sinônimos de crise e de vergonha. Londres, lembremos, nos deu um nome e já é mais que suficiente. Lembremos, ainda, que estamos às portas de completar nosso primeiro centenário. Somos os primeiros entre os grandes no Estado de São Paulo a fazer cem anos, porque, entre os grandes, não adianta tentar usurpar a hegemonia, ofender a realidade, somos os primeiros. No Estado e nesta desvairada cidade, cujo maior defeito, como se sabe, é não se chamar Corinthians. Nós, corintianos, portanto, podemos e até devemos festejar a conquista que se aproxima inexoravelmente. Mas com os pés no chão e os olhos voltados para 2010, quando o mínimo que queremos, e podemos, é comemorar o bicampeonato mundial de clubes da Fifa.
JUCA KFOURI
(Folha de S.Paulo, Folha Esporte, Painel FC, 09/10/2008)
A corinthiana Rita Lee, considerada por Caetano Velloso a mais completa tradução de São Paulo, foi educada no Liceu Pasteur e chegou a iniciar o curso de Comunicação Social na Universidade de São Paulo, sem concluí-lo, afinal a música seria a sua vida. Musicista desde a infância, aprendeu piano com a consagrada Magdalena Tagliaferro, e, ainda durante a adolescência, formou grupo de rock com amigos de colégio, vindo a se consagrar anos mais tarde, com os festivais de música da TV Record e o trio Os Mutantes, que integrou entre 1966 e 1972, ao lado de Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Irreverente e polêmica, gravou músicas que se tornaram temas de programas de TV e novelas, gerando sucessos inesquecíveis. Mais recentemente, também experimentou o êxito como apresentadora de TV no canal GNT. Em meio à época do tropicalismo, fez este registro em que homenageia o nosso querido Corinthians.
Amor Branco e Preto (1972)
(Rita Lee - Arnaldo Baptista)
Por que será que eu gosto de sofrer?
Vai ver que agora eu dei pra masoquista
Meu amor branco e preto
Às vezes me deixou na mão.
Mas eu gosto de você
Já não me importa a sua ingratidão
Sofro mas continuo a te adorar
Corinthians meu amor!
Corinthians!
Oswaldinho do Acordeon, nascido em 1954, é filho do músico Pedro Sertanejo, pioneiro do forró em São Paulo. Oswaldinho frequentou os conservatórios Santa Clara e Dante de Milão, tornando-se consagrado por seu talento e genialidade como acordeonista, especialmente após sua gravação da 5ª Sinfonia de Beethoven.
Confira aqui o belíssimo chorinho "Corintiano", de 1978, composição de Palmeira e Saraiva, mostrando a marca de seu talento.
Corinthians inaugura neste sábado duas quadras cobertas
Quadras cobertas proporcionarão maior conforto
O Corinthians inaugura no próximo sábado, dia 11 de outubro, duas quadras de tênis cobertas, no Parque São Jorge. A festa de inauguração, com direito a churrasco, começará às 11h da manhã e contará com a presença do presidente do clube, Andrés Sanchez. O local abrigava duas quadras descobertas, que foram totalmente reformadas para atender um pedido dos associados. As quadras foram pintadas, os pisos reformados, o sistema de iluminação foi trocado e uma moderna cobertura foi colocada. “As quadras cobertas eram um sonho antigo dos associados do clube”, revela Helenio Marchelli Nunes, diretor geral do departamento de tênis do Corinthians.
O piso de uma das quadras, a pedido dos associados, foi trocado de superfície rápida, de cimento, para saibro, piso predileto dos tenistas brasileiros e que consagrou atletas como Jaime Oncins, Fernando Meligeni e Gustavo Kuerten.
O clube possui dez quadras de tênis e cerca de 400 sócios praticam o esporte regularmente.
De acordo com Marcheli, o Corinthians já conta com professores de tênis, mas o objetivo do departamento de tênis é criar uma escolinha da modalidade para formar tenistas que possam disputar competições oficiais da Federação Paulista de Tênis.
Negócios obscuros, venda de Jô e relação com empresários minam a atual gestão
– Vai ser uma administração transparente. Ninguém vai precisar ligar para fonte alguma para saber das coisas do Corinthians.
A frase foi dita pelo presidente Andrés Sanchez, ao assumir a presidência, em 9 de outubro de 2007.
A análise de sua gestão, iniciada na segunda-feira pelo LANCENET!, mostra nesta terça-feira que o lema “Transparência” não foi seguido à risca.
O caso mais grave foi a venda dos 10% do atacante Jô, a que o Corinthians tinha direito, para o agente Giuliano Bertolucci, ligado ao iraniano Kia Joorabchian. Vendido pelo CSKA (RUS) por pouco mais de 18 milhões de libras (cerca de R$ 58 milhões), o atacante renderia ao Corinthians quase R$6 milhões se o presidente não tivesse feito o negócio, dias antes, por pouco menos de R$ 2 milhões. A justificativa dada por Sanchez foi a mesma usada para outros negócios que geraram críticas à sua gestão: o Clube precisava de dinheiro com urgência e não podia esperar. Ao mesmo tempo em que “ajudava” o Corinthians a quitar parcelas de dívidas antigas, o mesmo Bertolucci participava da longa negociação entre City e CSKA. Além dele, Pini Zahavi, identificado como um dos principais investidores do MSI, supervisionava as ofertas por Jô. O fato de Andrés ter apoiado a parceria com o MSI também é um dos temas prediletos dos oposicionistas. Como Carla Dualib, que publicou livro acusando e insinuando, entre outras coisas, que o presidente financiou sua campanha com dinheiro de investidores do MSI. Durante a sua administração, a diretoria ainda omitiu do Conselho Deliberativo do clube a venda de parte de três jogadores – André Santos, Dentinho e Renato – para o Grupo Sonda por R$ 5,4 milhões. E não viu problema algum em pegar R$ 600 mil emprestados de Carlos Leite, agente de Mano Menezes e de outros cinco jogadores do Clube.
PERDA
4 Milhões de Reais o Corinthians deixou de ganhar ao vender 10% do atacante Jô para Giuliano Bertolucci
FANTASMA DO MSI "Não tenho bola de cristal para adivinhar que Pini Zahavi realmente estaria envolvido (no caso Jô). E me avisem o hotel que o Kia (Joorabchian, ex-presidente do fundo MSI) se hospeda, o restaurante em que ele estiver, que eu não irei" Andrés Sanchez, Presidende do Corinthians
AMANHÃ Pendências O que Andrés Sanchez deverá fazer para começar 2009 com o pé direito. Em fevereiro, ele tentará a reeleição por mais três anos na Presidência.
O QUE DEU ERRADO NOS PRIMEIROS 12 MESES DA GESTÃO 1-REBAIXAMENTO Apesar de assumir a Presidência quando o Clube já estava na zona de rebaixamento, a queda para a Série B do Brasileiro foi em sua gestão.
2-QUEM MANDA? A gestão começou com Elie Werdo e Nenê do Posto dividindo funções na Diretoria com Antônio Carlos Zago e Mário Gobbi. Os dois caíram sem explicação e viraram oposição.
3-FATIADOS Sem avisar o Conselho nem os atletas, que souberam por meio do Lance!, vendeu parte dos direitos sobre a multa de André Santos, Dentinho e Renato ao Grupo Sonda (DIS).
4-PORTAS ABERTAS Como as gestões anteriores, continua permitindo o acesso de facções uniformizadas no Clube e no Departamento de Futebol Profissional.
5-GRANA ALHEIA Carlos Leite, agente de Mano e outros cinco jogadores do Timão, emprestou R$600 mil ao Clube, para a contratação de Eduardo Ramos e Saci. Leite detém 30% dos direitos sobre Elias.
6-REFORÇOS? Foram contratados 29 atletas para esta temporada. Suárez, Valença, Bóvio, Alves, Almeida, Marcel, Perdigão, Bebeto, Lima e Rafinha são exemplos de mau negócio.
ESTÁDIO: MAIS UM PROJETO ENGAVETADO
No dia 5 de março de 2008, Andrés Sanchez assinou um memorando de entendimentos com o consórcio Egesa/Seebla para a construção do tão sonhado estádio corintiano, que seria construído em 24 meses, teria capacidade para receber 53 mil torcedores e seria totalmente bancado pela empresa. O preço total da obra estava estimado em R$440 milhões. A empresa apresentaria ao Corinthians um projeto viável até 30 de abril. Iniciaram-se os problemas: 1-Dois dias antes de assinar a carta de intenções, no dia 3 de abril, a empreiteira mineira Egesa, ao lado de dois ex-funcionários públicos, foi condenada a devolver mais de R$16 milhões aos cofres do Tesouro Nacional por superfaturamento nas obras da BR-230, que liga Tocantins ao Pará. Nos últimos oito anos, ela respondeu a 17 processos, segundo o Tribunal de Contas da União. 2-O consórcio solicitou a prorrogação da carta de intenção por mais 60 dias. Quando estourou o novo prazo, o vice Heleno Maluf, que vinha negociando, revelou que haviam problemas nas áreas que seriam compradas. No dia 14 de agosto, o Clube recebeu do consórcio a minuta do contrato para a construção do estádio. Os Conselhos de Orientação e Deliberativo deveriam se reunir para estudá-la. Mas Andrés não se empolgava. No dia 27 de agosto, porém, o Clube informou que havia rompido o acordo com o consórcio. Os motivos: os donos do terreno(na Marginal Tietê) desistiram da venda e a Prefeitura dificilmente liberaria a construção no local.