"Ele não tem mais jeito", diz Andrés Sanchez sobre Adriano Em entrevista à revista "GQ", presidente licenciado do Corinthians reconhece que investimento no atacante não deu certo Andrés Sanchez não acredita mais que Adriano seja capaz de reviver no Corinthians seus melhores momentos da carreira. Em entrevista concedida à edição deste mês da revista GQ, o presidente licenciado do clube admitiu que fracassou ao investir na contratação do atacante. "Assumo riscos, né? Quem traria o Ronaldo, por exemplo, que estava há quatro meses no Flamengo? Ele veio, todo mundo desceu o pau, mas tinha medo de criticar porque o cara se reergueu várias vezes. E ele resgatou a torcida. Tem um Corinthians antes e um depois do Ronaldo. Trouxe ainda o Adriano, aí nego meteu menos o pau. Mas hoje ele não tem mais jeito, investi, mas deu errado", disse Sanchez. Ronaldo chegou ao Corinthians no final de 2008 e atuou pelo clube até sua aposentadoria, em fevereiro de 2011. Com gols importantes, foi decisivo nas conquistas do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil de 2009.
Comentário do Blog do Citadini: Quando o Corinthians contratou o jogador Adriano, a Direção afirmou duas coisas: faria um contrato de risco com o atleta (ele ganharia se jogasse); e - caso o Clube desejasse - poderia encerrar o contrato a qualquer tempo. A "imprensa sempre amiga" aplaudiu. Era uma forma moderna, quase revolucionária de contratar. Aplausos e mais aplausos. Pois é, tudo foi esquecido. Desde a informação fria da Diretoria até os elogios da mídia.
Com gols marcados por Chicão e Alessandro na primeira etapa, o Timão venceu a sua segunda partida no Paulistão. A vítima da vez foi o Guaratinguetá, por 2 a 0, no estádio Dário Leite. À frente do placar durante todo o segundo tempo, a equipe de Tite administrou o resultado tranquilamente e segue com 100% de aproveitamento no regional. Já o Guará, chega à sua segunda derrota em dois jogos.
Apesar da vitória sobre o Mirassol no último domingo, o Corinthians foi para o duelo com o Guaratinguetá buscando melhorar seu futebol. As primeiras rodadas do Paulistão vão servindo para o time chegar embalado na Libertadores. Para isso, Tite sacou Willian do time e deu chance para Danilo, que fez dupla de armação com Alex. Emerson e Liedson atuaram mais avançados. O time da casa, depois de ser goleado pelo Ituano por 3 a 0, só tinha a reabilitação em sua cabeça.
A mudança tática também veio no jogo com uma mudança de postura do Timão. Nos primeiros minutos, nada de futebol apático. O gramado não ajudava, mas o time partiu para cima em busca do primeiro gol. Enquanto isso o Guará ia se segurando e só se arriscava nos contra-ataques. Conforme o tempo passava, o jogo foi esfriando e ficando truncado no meio de campo.
A recompensa pela insistência corintiana veio só aos 27 minutos. Em falta cruzada na área de Alex, Leandro Castán cabeceou no canto de Jaílson. Liedson, impedido, pegou o rebote e cruzou. No segundo pau, Chicão, totalmente livre, só empurrou para o gol.
O Guaratinguetá até que tentou sair para o jogo, mas pecava na criação de jogadas. Enquanto isso, pelas pontas, os alvinegros seguiam incomodando. Até que, em uma jogada pelo lado direito, Alessandro fez o segundo aos 42 e fechou a primeira etapa com chave de ouro. O camisa 2 avançou pela diagonal, viu a defesa bater cabeça e tocou de perna esquerda no canto do goleiro.
O segundo tempo começou como o primeiro, com o Corinthians em cima. O time alvinegro buscava o terceiro e quase chegou a ele com Emerson e Alex, nos primeiros minutos.
O ritmo alvinegro foi esfriando e o time da casa foi crescendo. Foram muitos lances de perigo, e o maior deles, na cabeçada de Charles, Julio Cesar praticou grande defesa. Dos 25 minutos para frente os corintianos mostravam sentir fisicamente o começo de temporada.
Vendo o cansaço no ar, Tite tomou providências colocando Jorge Henrique e Willian para o jogo nos lugares de Danilo e Emerson. A troca deu gás ao time, que passou a pressionar novamente.
Com o placar praticamente garantido, o Timão passou a cozinhar o galo no jogo, mantendo-se com a bola nos pés no campo de ataque. Ramirez, que atuou poucos minutos, ainda assustou com um chute da entrada da área. E assim os alvinegros foram até o final do jogo, garantindo mais três pontos no Paulistão.
Agora o Corinthians volta a campo no próximo domingo, contra o Linense, no Pacaembu. Já o Guará vai até o Canindé enfrentar a Portuguesa, só que no próximo sábado.
Sob olhar de Tite, Corinthians bate o Flu e conquista 8º título da Copa SP de Juniores
Bruno Thadeu Do UOL, em São Paulo
A torcida do Corinthians aproveitou o feriado de São Paulo para lotar o Pacaembu na final da Copinha. Tite assistiu à decisão do camarote. No aniversário da capital paulista, o torcedor alvinegro comemorou à sua maneira: com sofrimento. O Corinthians venceu o Fluminense de virada, nesta quarta-feira, por 2 a 1, celebrando seu oitavo título no torneio.
Os gols do Corinthians foram marcados pelo zagueiro e capitão Antonio Carlos, ambos de cabeça, virando a partida aos 43 min do segundo tempo. A decisão da Copa São Paulo reuniu os dois maiores vencedores da competição. O Corinthians chegou à partida com sete títulos, enquanto o clube carioca somava cinco conquistas.
Para a decisão, a torcida alvinegra esgotou os ingressos na terça-feira (37 mil espectadores), formando longas filas no acesso ao estádio. A euforia era justificada: a equipe do Parque São Jorge foi para final com sete vitórias em sete jogos, 28 gols marcados e apenas 1 sofrido. Na semifinal, o time alvinegro havia derrotado o Atlético-PR por 6 a 0. Já o Fluminense chegou à final ao vencer o Coritiba com facilidade: 4 a 0, tendo como destaque Marcos Júnior.
Em uma ensolarada manhã em São Paulo, o Corinthians teve maior posse de bola na primeira etapa, mas foi o Fluminense quem criou as principais jogadas no ataque, explorando os contragolpes.
O atacante Marcos Júnior perdeu três grandes chances de gol na etapa inicial, sendo uma delas parado pelo goleiro corintiano Matheus, que fez várias defesas nos 45 min iniciais.
O segundo tempo começou com o Fluminense abrindo vantagem no marcador. O atacante Michael aproveitou falha da defesa e concluiu para a meta, fazendo 1 a 0 aos 3 min da etapa final.
O Corinthians passou a pressionar em busca do empate, conseguindo igualar o jogo aos 20 min, com Antonio Carlos, de cabeça, em jogada de escanteio. Na pressão, o Corinthians fez a torcida delirar a dois minutos do fim, novamente com Antonio Carlos, de cabeça. Ao final da partida, o herói corintiano ainda precisou ser atendido no gramado, após ter recebido uma cotovelada.
Corinthians x Fluminense Data: Quarta-feira, 25 de janeiro de 2012 Estádio: Pacaembu, em São Paulo
Corinthians Matheus; Cristiano (Leandro), Antonio Carlos, Marquinhos e Denner; Anderson, Gomes, Giovanni (Wesley) e Matheuzinho (Ravi); Leonardo e Douglas Técnico: Narciso
Fluminense Silésio; Fabio, Wellington, Leo Lelis e Ronan; Igor, William (Rafael Assis), Rafinha e Eduardo (Fernando); Michael (Igor Julião) e Marcos Júnior Técnico: Marcelo Veiga
Corinthians faz parceria e muda nome de time argentino
RAPHAEL MARCHIORI COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O Corinthians apresentou oficialmente seu terceiro projeto de parceria com outros clubes para formação de jovens talentos. Desta vez, porém, o projeto rompeu fronteiras e será instalado na Argentina.
O clube, que antes era conhecido como Santa Fé Fútbol Club, passa a se chamar Sport Clube Corinthians Santa Fé e hoje trabalha com crianças a partir dos cinco anos até jogadores com, no máximo, 18 anos. O contrato entre os dois clubes terá duração de seis anos.
O símbolo do time argentino será semelhante ao do clube paulista, mas terá uma diferença: saí a bandeira do estado de São Paulo e entra a da Argentina
Segundo o diretor de marketing do clube, Luis Paulo Rosenberg, a ideia é captar jovens talentos argentinos e trazê-los para treinar no Corinthians.
"O Santa Fé será um viveiro de craques do Corinthians. [os dirigentes do Santa Fé] São profissionais em detectar jovens talentos e levá-los até a porta do profissionalismo", disse o dirigente corintiano em entrevista no CT Joaquim Grava.
Ainda de acordo com Rosemberg, a associação do Santa Fé com o Corinthians trará novos talentos ao clube argentino. "Na medida em que o mercado brasileiro está mais aquecido do que o argentino, essa capacidade de atrair jovens para o Santa Fé vai se multiplicar".
Dirigentes do Santa Fé também participaram da entrevista coletiva no CT corintiano. Segundo os cartolas, o clube argentino já colocou três jogadores profissionais na elite do futebol do país vizinho, todos eles no Arsenal, mas apenas um é titular da equipe profissional.
Além da parceria com o Santa Fé, o Corinthians já tem parcerias formadas com o antigo J.Malucelli, hoje Corinthians Paranaense, e o Flamengo de Guarulhos.
A parceria com o clube do Paraná rendeu a revelação do volante Jucilei, que foi vendido por cerca de R$ 23 milhões ao futebol russo.
www.uol.com.br
Comentário do Blog do Citadini: Li atentamente a notícia. Reli. Não entendi nada. Tornei a ler. E ainda não entendi. Afinal, o que vem a ser a "parceria com o time argentino". Esperemos que quando da apresentação do projeto ao CD tudo seja esclarecido.
Mesmo que a "imprensa sempre amiga" não consiga dizer de que se trata. Ou melhor: diga que não seja nada. Só restaria um bom espaço na mídia. Seria isso o projeto de parceria?
Timão vence o Mirassol na estreia do Paulistão 2012
TimãoNet
A temporada 2012 começou com sofrimento e alegria para a torcida do Corinthians. Com uma atuação muito abaixo de quem conquistou o título brasileiro em dezembro, o Timão sofreu para vencer o Mirassol por 2 a 1, de virada, neste sábado, no Pacaembu, na estreia no Campeonato Brasileiro.
Xuxa abriu o placar para o clube do interior ainda no primeiro tempo. Com o volante adversário Alex Silva expulso, o Corinthians só conseguiu reagir nos minutos finais. Elton empatou e Dezinho, contra, deram o primeiro triunfo do ano ao Timão.
O Corinthians volta a jogar na quarta-feira, contra o Guaratinguetá, às 22h, no Vale do Paraíba. No mesmo dia, às 17h, o Mirassol recebe o Guaratinguetá.
Não foi o primeiro tempo digno de um campeão brasileiro. A falta de ritmo pode ter pesado contrariamente, mas o Corinthians esteve abaixo de repetir o desempenho que lhe deu o título nacional em 2011. O entrosamento, arma da equipe para o início de temporada, foi facilmente anulado pelo Mirassol, muito eficiente na defesa e perigoso nos contra-ataques.
As falhas da defesa corintiana apresentadas no amistoso contra a Portuguesa, na última quarta-feira, voltaram a aparecer. Para forçar a marcação ofensiva no campo do adversário, Tite adiantou bastante suas peças e abriu a defesa. Malaquias só não abriu o placar logo no início graças a uma grande defesa de Julio Cesar. Aos 28, porém, Fábio Santos só olhou Xuxa desviar de cabeça na pequena área e fazer 1 a 0.
Nem a desvantagem acordou o Corinthians. O esquema 4-5-1 do Mirassol travou qualquer tentativa do Timão colocar velocidade na partida. Alex também pouco apareceu para construir, deixando Liedson e Emerson isolados entre tantos jogadores de amarelo. O máximo que o Alvinegro conseguiu foi um chute forte de Willian à esquerda de Fernando Leal. E foi só!
Tite tentou dar mais velocidade ao Corinthians no segundo tempo com a entrada de Jorge Henrique no lugar de Willian. A mudança pouco efeito surtiu. Praticamente sem falhas na marcação, o Mirassol continuou anulando as principais opções do Timão. Alex conseguiu assustar em cobrança de falta e chute de longe que Fernando Leal espalmou. Emerson também parou no goleiro ao tentar driblá-lo e bater pressionado.
A má atuação irritou a torcida e deixou a equipe nervosa. Alessandro passou errar em demasia, ouviu vaias e foi substituído por Danilo. Jorge Henrique passou a atuar como lateral-direito. A esperança de uma reação surgiu quando Alex Silva, que já tinha cartão amarelo, foi expulso, aos 23 miniutos.
No desespero, Tite sacou o zagueiro Paulo André e colocou o centroavante Elton para tentar sufocar o adversário. Deu certo. Em uma das primeiras vezes que tocou na bola, aos 30 minutos, o atacante recebeu passe de Liedson na área e chutou forte, acertando o canto esquerdo do goleiro.
A pressão continuou e só teve resultado aos 43. Alex disparou pela esquerda e cruzou rasteiro. Dezinho tentou cortar antes que a bola chegasse em Liedson e fez contra. Explosão corintiana no Pacaembu.
Este blog vive de dois assuntos básicos: o futebol (diria melhor, Corinthians) e a música (ópera).
São dois temas onde o centro é a paixão. Emoção forte e quase sem racionalidade. São mundo diferentes só na aparência. Vivem da emoção, do calor da alma. Por este motivo facilmente caímos no exagero. Assim é a vida.
Em São Paulo o futebol vive um momento muito melhor que a ópera. Os campeonatos terão inicio e voltaremos ver o que mais interessa ao torcedor: a bola correndo no gramado. Esperamos que o ano seja de vitória pro Timão.A importante conquista do ano passado é um bom anúncio.
Vamos torcer e- na medida do possível, ter equilíbrio.
Na ópera a situação é desanimadora. Os principais Teatros da cidade ( Municipal e São Pedro) não sabem que vão fazer no ano. Imaginemos o que ocorreria se - no futebol- não tivéssemos os jogos programados. Os campeonatos indefinidos. Na ópera é isso que está ocorrendo. Nada definido, nada contratado, nada programado. Um completo caos.
Vamos torcer para o Corinthians fazer uma boa temporada e - no mundo da música- vamos ver o que vão improvisar.
A definição que todos – até os próprios santistas – vinham utilizando para descrever o Barcelona nos últimos meses agora é título oficial. A propalada “melhor equipe do mundo” agora não o é mais entre aspas, na opinião dos outros; é, de fato, campeã mundial. E com sobras.
Na decisão da Copa do Mundo de Clubes da FIFA neste domingo, em Yokohama, a equipe de Pep Guardiola fez uma exibição impecável de seu futebol refinado, sobretudo no primeiro tempo, e não deu nenhuma chance para o Santos. Com uma grande vitória por 4 a 0 – dois gols de Messi, mais um de Xavi e outro de Fàbregas -, o Barcelona se tornou a primeira equipe da história a conquistar a competição duas vezes, depois de já tê-lo feito em 2009.
Além do título mundial, o Barcelona ainda brilhou mais na cerimônia de premiação, levando para casa o Prêmio FIFA Fair Play e dois dos três prêmios individuais em disputa: a Bola de Prata adidas, para Xavi, e a de Bola de Ouro adidas, para Lionel Messi. O santista Neymar ficou com a Bola de Bronze adidas como terceiro melhor jogador do torneio.
Mais cautela Na dúvida que havia entre escalar a equipe titular santista com Léo ou Durval, Muricy Ramalho ficou com ambos. Quem saiu do time foi Elano, fazendo com que o time jogasse no 3-5-2, com Bruno Rodrigo, Edu Dracena e Durval na zaga. Era uma formação mais parruda atrás, mas definitivamente não o suficiente para fazer qualquer frente a um primeiro tempo primoroso do Barcelona, que teve um resumo de tudo aquilo que a equipe faz de melhor: toque de bola no campo de ataque, uma mudança frenética de posições, muita precisão nos passes, um bocado de dribles bonitos e, para infelicidade do Santos, dois gols.
Foi uma exibição das que têm se tornado marca da equipe de Pep Guardiola. Já com o jogo controlado e duas ocasiões perdidas, aos 17 o Barcelona chegou ao primeiro gol depois de uma linda troca de passes que terminou com Xavi dominando de chaleira e enfiando a bola para Lionel Messi. Durval não cortou o passe que vinha em sua direção, e o argentino recebeu e tocou com categoria por cima do goleiro Rafael Cabral. Com o tento, Messi se tornou o primeiro jogador da história a marcar gols em duas finais de Copa do Mundo de Clubes da FIFA.
Mas cautela adianta? Era tudo de que os catalães precisavam para se sentirem definitivamente cômodos. O domínio se tornou arrebatador, e o segundo gol, inevitável. Foi mais uma sucessão incrível de passes que resultou na chegada de Daniel Alves dentro da área pelo lado direito. Seu cruzamento rasteiro passou pelo miolo de zaga santista e encontrou Xavi, que dominou com categoria e tocou com precisão no canto direito.
Os santistas, enquanto isso, praticamente não tinham oportunidades reais. A única digna de nota veio logo depois do segundo gol do Barça, aos 27, quando Paulo Henrique Ganso encontrou Borges invadindo a área pela direita. O chute cruzado do artilheiro do Brasileiro parou nas mãos de Victor Valdés. Mas aquilo foi só um breve interstício antes de mais domínio catalão e mais uma tabelinha precisa que quase levou ao terceiro: Cesc Fàbregas dominou e bateu de canhota na trave.
Após a poeira baixar ligeiramente, e com Elano no lugar de Danilo, lesionado, o Santos se acalmou. Se não adquiriu controle da partida, ao menos conseguiu manter a bola no meio-campo, sem perigo, por alguns minutos. Só alguns. Porque, no último minuto, o primeiro tempo se confirmou como um tremendo pesadelo, em mais uma troca de passes que teve Messi, Daniel Alves pela direita, defesa de Rafael e, quase em cima da linha, Fàbregas para fazer 3 a 0.
E o que adianta, então? Se não se pode dizer que o Santos tenha voltado com mais força para a segunda etapa – e basta ver a quantidade de chances que continuaram pipocando para o Barça desde o primeiro minuto, quando Rafael fez uma defesaça à queima-roupa diante de Fàbregas -, ao menos o jogo ficou aberto de lado a lado. Foi nos primeiros minutos do segundo tempo que, entre uma e outra chegada perigosa dos espanhóis, o Santos teve mais duas chances de verdade: primeiro Borges, aos dez minutos, e em seguida Neymar, aos 12, apareceram em condições de bater Valdés, mas chutaram fraco e permitiram a defesa.
A sede do Barcelona, a essa altura, estava relativamente aplacada, e a bola consentiu em passar mais tempo no meio-campo, alternando-se entre chances agudas dos espanhóis, como a bola na trave de Daniel Alves aos 35, e aproximações discretas do Santos. Cada chegada dessas, porém, não resultava em gol e, pior, abriam espaço como o que Messi teve aos 37, num contra-ataque rápido em que recebeu de Daniel Alves, driblou Rafael e fez seu segundo gol do dia.
No dia em que sonhavam ver tudo dar certo e conseguirem fazer frente ao Barça, só o que os santistas conseguiram foi constatar a quase-perfeição a que chegou a equipe de Guardiola. O mundo tem um campeão unânime e, agora, oficial.
Va', pensiero, sull'ale dorate; va', ti posa sui clivi, sui colli, ove olezzano tepide e molli l'aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta, di Sïonne le torri atterrate...
Oh mia patria sì bella e perduta! Oh membranza sì cara e fatal!
Arpa d'ôr dei fatidici vati, perché muta dal salice pendi?
Le memorie nel petto raccendi, ci favella del tempo che fu!
O simìle di Sòlima ai fati traggi un suono di crudo lamento, o t'ispiri il Signore un concento che ne infonda al patire virtù!
"Vá, pensamento!" (Tradução livre)
Vá, pensamento, sobre as asas douradas Vá, e pousa sobre as encostas e as colinas Onde os ares são tépidos e macios Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda às margens do Jordão E as ruínas da torres de Sião. Oh, minha Pátria, tão bela e perdida! Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos, Por que chora a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito, Fale-nos do tempo que passou!
Lembraivos do destino de Jerusalém, Neste triste lamento, Que o Senhor nos inspire louvores Que nos permitam suportar o sofrimento.